Mais de 350 agentes participaram da ação policial
Na manhã desta quarta-feira, dia 28, foi desencadeada uma operação policial no Rio Grande do Sul que teve desdobramentos em Criciúma. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) desencadearam a segunda fase da Operação Opulência. O objetivo da ação, que conta com apoio da Brigada Militar, Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Receita Estadual, Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Gaeco/MPRJ, é desarticular uma organização criminosa responsável pela prática de crimes de extorsão, formação de cartel, ocultação de bens e agiotagem em Rio Grande do Sul.
Além de traficar drogas, o grupo domina o comércio de botijões de gás em cidades do Sul do Rio Grande do Sul, intimidando pequenos comerciantes a comprarem o produto da facção e praticarem preços tabelados sob pena de terem seus veículos depredados e suas vidas ameaçadas.
Em coletiva, órgãos de segurança informaram que no Rio Grande do Sul foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão. Ao longo da operação, foram apreendidos R$ 254 mil em espécie, cinco prisões com dois policiais militares presos durante a ação, foram apreendidas 27 munições, sendo calibre 9 e 22 milímetros. As prisões aconteceram todas no Rio Grande do Sul.
Foram cumpridos mandados judiciais em seis cidades do Rio Grande do Sul, em Criciúma e no Rio de Janeiro (RJ). A operação conta com 370 agentes, sendo 30 do MPRS, 225 da Polícia Civil gaúcha, 60 da Brigada Militar, 50 da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e cinco auditores fiscais da Receita Estadual.
“Trabalhamos durante um ano e três meses na investigação e devolvemos as cidades uma tranquilidade, tanto ao comércio e estabelecimentos e temos que acabar com a ideia das forças de facções. A população não vai ficar refém deles”, afirmou em entrevista coletiva delegada Lígia Furlanetto. “É uma demonstração de força dos órgãos de segurança. Não vamos parar e vamos continuar trabalhando”, acrescentou.