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Segurança

Jovem é encontrada morta em aldeia indígena de SC com marcas de violência no pescoço

Graciane Gonçalves Feliciano foi localizada caída em uma estrada em Ipuaçu; ex-marido é um dos suspeitos do crime

08/03/2022 08h16 | Por: Redação | Fonte: NSCTotal
Divulgação

Uma jovem de 23 anos foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (7) na aldeia indígena de Barro Preto, em Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina. Duas pessoas, entre elas o ex-marido da vítima, foram presas, suspeitas pelo crime. 

O caso ocorreu por volta das 9h. Segundo a Polícia Militar a vítima foi encontrada já sem vida e com marcas roxas pelo pescoço, caída em uma estrada rural do município. Ela foi identificada como Graciane Gonçalves Feliciano. 

Familiares da mulher teriam dito à equipe que o suspeito era o ex-marido dela e que os dois, na noite anterior, foram vistos bebendo juntos na região. Além disso, testemunhas informaram que o homem teria prometido, por diversas vezes, que iria matar a jovem. 

Após colher as informações, a PM foi até a casa do suspeito de 25 anos. No local, outro homem, de 38, que também foi visto com a vítima no dia anterior, foi abordado. Ele tinha lesões pelo corpo, que indicavam uma luta corporal, segundo a polícia. 

Os dois foram presos e encaminhados à Delegacia de Polícia. A hipótese é que a mulher foi vítima de feminicídio, mas isso só será confirmado ao término das investigações. 

Jovem estava separada há um mês 

De acordo com a assistente social e coordenadora do Polo Indígena de Entre Rios, Ipuaçu e Abelardo Luz, Osana Gonçalves Mendes, a vítima estava separada do ex-marido a cerca de um mês, conforme informações da mãe. Além disso, ela tinha dois filhos, de 7 e 5 anos. 

— A mãe contou que ela saiu no domingo de tarde para ir na casa de uma amiga e não voltou. Até que hoje de manhã foi encontrada morta — relata. 

A assistente social diz, ainda, que Graciane era vítima de violência doméstica durante o período que vivia com o suspeito e que chegou a registrar um boletim de ocorrência contra ele. 

— Nós da saúde índigena temos programação para trabalhar as questões de violência [durante a semana da mulher]. E isso [a morte] dá um baque muito grande. Existem muitos casos de mulheres violentadas que não tem coragem de falar e fazer denúncia. Este assunto ainda é um tabu para muitas — afirma. 

O corpo de Graciane foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Lourenço do Oeste. Ainda não há informações a respeito do sepultamento da jovem. 

Com informações do NSCTotal

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