Uma série de casos de envenenamento de animais, principalmente cães, tem preocupado moradores de Jaguaruna. Em apenas dois dias, segundo o surfista, Thiago Jacaré, 12 casos foram registrados no balneário Arroio Corrente. O problema ocorre há tempo, mas tem se agravado, pois os criminosos tem jogado veneno inclusive dentro dos terrenos residenciais.
No caso do Thiago, ele perdeu a Lilica, uma vira lata de três anos. Conforme ele, faz 20 anos que a praia sofre com esse mal. Geralmente acontece no início e fim do verão. "Na última semana 12 casos foram registrados, mas falam que o número é até maior porque vários cachorros foram vistos cambaleando e mortos em outros lugares. Eles acoavam e se debatiam bastante. Alguns venenos foram colocados dentro dos cercados, e outros em esquinas. A população está apavorada porque todo ano é a mesma coisa e ninguém faz nada. Vários nomes são citados, mas infelizmente não temos prova. Os próprios cidadão que as pessoas acusavam nem se manifestam muito porque sofrem ameaças", relata.
De acordo com a delegada Isabel Cristiane Fauth, faltam registros por meio de boletins de ocorrência (BO), já que sem eles não é possível realizar uma investigação. Nos últimos dois anos, apenas um caso chegou ao seu conhecimento. O crime ambiental é previsto em uma lei federal, enquadrada por “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, cuja pena é detenção de três meses a um ano e multa.

"No caso de quem registra BO, nós podemos acionar o Instituto Geral de Perícias para recolher a comida, que geralmente é a forma que o animal é envenenado, e poder ter prova material do crime. Além do boletim, o dono pode indicar suspeitos para serem inquirido, além de verificar se há câmeras de videomonitoramento próximo de onde ocorreu, em residências ou estabelecimentos comerciais", explica a delegada.
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