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Vigilância Sanitária emite alerta sobre alimentos que ficaram retidos em greve de caminhoneiros

A preocupação é que com a possibilidade de cargas com alimentos refrigerados e congelados terem ficado fora dos limites de temperatura adequados para sua conservação

30/05/2018 09h46 | Por: Redação
A diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina emitiu uma nota técnica no final da tarde desta terça-feira (29) para solicitar que unidades regionais e municipais intensifiquem as fiscalizações em veículos que transportem alimentos perecíveis. A medida ainda engloba os estabelecimentos varejistas e atacadistas de comércio de alimentos. De acordo com o órgão, a medida foi tomada diante da paralisação dos caminhoneiros e a possibilidade de cargas mantidas com alimentos refrigerados e congelados fora dos limites de temperatura adequados para sua conservação. Em Tubarão, a responsável pela Vigilância Sanitária, Fernanda Borghezan, relata que estão trabalhando normalmente em casos de urgência. A Polícia Rodoviária Federal tem os nossos telefones e sempre nos liga quando verificam alguma irregularidade. Até onde temos conhecimento, para a nossa região os caminhões ainda não estão chegando, e estamos avaliando essa situação", explica Fernanda. “Estamos diante de uma situação atípica, com caminhões há muito tempo parados em rodovias. Não sabemos se os alimentos foram mantidos dentro dos padrões de refrigeração estipulados pelos fabricantes durante todo esse período”, ressalta a diretora estadual de Vigilância Sanitária, Raquel Ribeiro Bittencourt. “Por isso estamos pedindo aos setores da Vigilância de todo o Estado que acompanhem de perto a chegada desses produtos”. O órgão ainda alerta os consumidores para que sejam observadas alterações nos alimentos. Durante as compras é necessário verificar se há indícios de violações físicas da embalagem, se alimentos resfriados apresentam alterações de cor ou odor desagradável que sugira putrefação. “É preciso verificar se esses alimentos foram congelados e descongelados. Quando isso ocorre, há sinais claros na embalagem. Essa prática pode colocar em risco a saúde dos consumidores por permitir crescimento de bactérias e produção de toxinas”, disse Bittencourt. “A recomendação da Vigilância também foi enviada para a Associação Catarinense de Supermercados. Os estabelecimentos credenciados são nossos parceiros e também devem avaliar as condições e tomar os cuidados com os produtos expostos à população”. Foto: Divulgação
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