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Ucrânia e Rússia começam negociações

Invasão por terra, mar e ar foi a estratégia adotada

28/02/2022 08h30 | Por: Redação | Fonte: Engeplus
Divulgação

As negociações entre a Ucrânia e a Rússia começaram na fronteira com a Bielorússia, segundo um assessor presidencial da Ucrânia. 

O objetivo da Ucrânia é conseguir um cessar-fogo e uma retirada das tropas russas do país.  

 

27 de fevereiro de 2022

As próximas 24 horas serão cruciais para a Ucrânia, segundo o presidente ucraniano Zelensky

Em uma ligação telefônica com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson esta noite, o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky disse que acredita que as próximas 24 horas serão um período crucial para a Ucrânia enquanto o combate continua pelo país. 

Durante a conversa, o primeiro-ministro britânico elogiou a liderança de Zelensky desde a invasão russa, de acordo com informações do porta-voz do goerno do Reino Unido.

Johnson ressaltou que o Reino Unido fará tudo que estiver ao seu alcance para que ajuda defensiva chegue à Ucrânia do Reino Unido e de seus aliados.

Os dois líderes concordaram ficar em contato próximo nas próximas horas.

As tropas russas entraram Kharkiv, a segunda maior cidade do país, e os ataques continuam ao redor da capital Kiev enquanto 368 mil ucranianos deixaram o país em direção à Polônia, segundo dados das Nações Unidas que foram divulgados na manhã de hoje. 

As images compartilhadas online mostraram chamas e nuvens de fumaça após mísseis russos atingirem os arredores da cidade durante a noite.

Na cidade de Vasylkiv, sudoeste da capital, um míssel atingiu um terminal de petróleo.

"O inimigo quer destruir tudo," disse a prefeita da cidade, Natalia Balasinovich.

As autoridades de Kiev ordenaram que os cidadãos fiquem dentro de suas casas até segunda-feira pela manhã enquanto as forças russas cercam a cidade.

26 de fevereiro de 2022

“Resistimos e repelimos com sucesso os ataques inimigos. Os combates continuam em diferentes cidades e regiões do nosso país.” Essa foi uma das mais recentes mensagens do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, neste sábado (26).

“Nós arruinamos os planos deles (russos). Eles não têm vantagem sobre nós”, afirmou o presidente sobre a tentativa das tropas da Rússia em controlar KievExplosões e tiros foram ouvidos durante a madrugada, enquanto as tropas russas avançavam sobre a cidade.

De acordo o prefeito da capital Kiev, Vitaliy Klitschko, um prédio residencial de mais de 20 andares foi atingido por um míssel. Não há informações de vítimas. Há informações iniciais de que o prédio estava vazio, mas há relatos de seis pessoas feridas.

Equipes da CNN norte-americana na capital ucraniana relatam fortes explosões a oeste e sul de Kiev na manhã deste sábado.

De acordo com o governo ucraniano, um tanque e aeronaves do exército russo foram destruídas no combate desta madrugada.  Estado-maior das forças armadas informou que havia também ataques em outras cidades.

Baixas russas

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha deve remover os corpos de "milhares" de russos mortos na invasão até agora e devolvê-los à Rússia, diz a Ucrânia.

A vice-primeira-ministra do país, Iryna Vereshchuk, disse em um briefing televisionado "estes são milhares de corpos dos ocupantes. É uma necessidade humanitária."

"Pedimos que os corpos dos ocupantes russos deixem o território e vão para a Federação Russa."

Ela pediu diretamente à Cruz Vermelha para fazer o que for necessário para retirar os corpos. 

A Ucrânia diz que foram mortos 3500 soldados russos, mas a Rússia declara que não sofreu baixas.

25 de fevereiro de 2022

A Polônia anunciou nesta sexta-feira, 25, o envio de um comboio com munição para a Ucrânia, se tornando o primeiro país a ajudar publicamente Kiev desde o início da invasão russa.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (25) que está na capital Kiev "defendendo" seu país ante o avanço das tropas russas, em um vídeo em que aparece junto de colaboradores em frente ao palácio presidencial para provar que não deixou a Ucrânia.

"Estamos todos aqui, nossos militares estão aqui, os cidadãos, a sociedade, estamos todos aqui, defende'ndo nossa independência, nosso Estado", proclamou Zelensky, acompanhado, entre outros, de seu primeiro-ministro, seu chefe de gabinete e um assessor próximo. 

"Uma violação flagrante do direito internacional", foi como o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, classificou o ataque russo, acrescentando que Vladimir Putin "colocou em questão a ordem de paz do nosso continente".

"Hoje acordamos num mundo diferente", afirmou a ministra alemã do Exterior, Annalena Baerbock. E o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, fala da "hora mais negra para a Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial".

O tenente-general Alfons Mais, comandante da Bundeswehr, as Forças Armadas da Alemanha, escreveu na rede social Linkedin: "Em meu 41° ano de serviço em paz, não acreditava que ainda teria que vivenciar mais uma guerra. E a Bundeswehr, o Exército que tenho a honra de comandar, fica ali, mais ou menos se ação."

Ataque a Kiev

Explosões e tiros foram registrados nesta sexta-feira em um bairro do norte da capital ucraniana, Kiev. 

Os moradores do bairro de Obolonsky correram para buscar proteção quando ouviram as explosões.

As tropas russas intensificaram nas últimas horas a ofensiva contra a capital, onde, segundo as autoridades, caíram vários mísseis durante a madrugada.

24 de fevereiro de 2022

A prevista invasão russa da Ucrânia foi consumada esta madrugada, ato já condenado pela ONU e a União Europeia. O pretexto do presidente russo Vladimir Putin para os ataques ao território ucraniano é a defesa dos separatistas “em Donbas” no leste do país. “Tomei a decisão por uma operação militar”, declarou Putin esta quinta-feira numa mensagem de televisão inesperada.

Na mensagem, o mandatário russo pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas” e acrescentou que o objectivo não é “a ocupação”, mas sim a “desmilitarização” da Ucrânia.

Ciente da potencial reação dos Estados Unidos e da União Europeia, Putin avisou que qualquer tentativa por parte de outros países de interferir na operação militar irá ter “consequências nunca vistas”.

Logo após o início do ataque russo, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, impôs nesta quinta-feira (24/02) a lei marcial no país e pediu calma à população. A medida contou com o aval do Parlamento ucraniano.

Em vídeo publicado no Facebook, Zelenski anunciou o ataque russo contra "a infraestrutura militar" e a os guardas da fronteira. Ele informou ainda que introduziu a lei marcial em todo o país. Com a medida, as leis civis passam a ser substituídas por regras militares.

"Nessa manhã, a Rússia lançou uma nova operação militar contra o nosso Estado. Essa é uma invasão completamente cínica e infundada", afirmou Zelenski. "Nós, os cidadãos da Ucrânia, temos determinado nosso futuro desde 1991", disse em referência ao ano do colapso da União Soviética. "Mas agora, o que está sendo decidido não é somente o futuro do nosso país, mas o futuro de como a Europa quer viver", acrescentou.

Zelenski pediu que a população mantenha a calma e que as pessoas permaneçam em casa. Ele destacou ainda que o governo está fazendo de tudo para defender o país. "Sem pânico. Nós somos fortes. Estamos prontos para tudo. Vamos vencer todos porque somos a Ucrânia", acrescentou.

Ataque em várias cidades e invasão por terra e mar

Explosões foram ouvidas por repórteres de agências alguns minutos depois do fim do pronunciamento de Putin. O mandatário russo disse que responderia imediatamente se alguma força externa tentasse interferir com suas ações. "Ninguém deveria ter nenhuma dúvida de que um ataque direto ao nosso país levará à derrota e a consequências terríveis para qualquer agressor potencial", afirmou.

Após o anúncio russo, o ministro ucraniano do Exterior, Dmytro Kuleba, afirmou através do Twitter que seu país era alvo de uma "invasão em larga escala".

Kiev anunciou nesta quinta-feira o fechamento do espaço aéreo para aeronaves civis. Explosões foram ouvidas na capital ucraniana e em várias cidades do país próximas à fronteira com a Rússia. O mesmo ocorreu em localidades nas regiões costeiras, assim como na cidade portuária de Odessa, próxima à Península da Crimeia, ocupada por Moscou.

Com informações do Engeplus

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