Documento foi assinado pelo prefeito Robson Jean Back
Divulgação São Martinho é uma das cidades da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) mais afetadas pelas chuvas. E na noite dessa quinta-feira, dia 1°, decretou situação de emergência em função da “maior cheia de sua história”, conforme avaliação da própria prefeitura. O documento, assinado pelo prefeito Robson Jean Back, foi publicado no Diário Oficial e prevê, por exemplo, autorização para que agentes públicos possam entrar em casas para prestação de socorro ou determinação de pronta evacuação.
“Além de também usar de propriedade particular, no caso de iminente perigo público. O decreto ainda prevê que, nesta sexta-feira, dia 2, quando uma força-tarefa será iniciada para a recuperação de prédios públicos prejudicados pelos eventos climáticos, servidores municipais sejam convocados para auxiliar nos trabalhos”, diz a nota da prefeitura.
Como resultado do decreto, fica dispensada a obrigatoriedade de licitações para compra de suprimentos humanitários de resposta a desastres, além de prestação de serviço, desde que a obra seja concluída em um prazo de 180 dias.
Rio Capivari chegou a 10 metros de elevação
A quinta-feira, dia 1°, foi de transtornos para moradores de São Martinho. A enchente na cidade provocou queda de energia, da rede de telefonia e conexão de internet. De acordo com a prefeitura, o nível do rio Capivari já tinha ultrapassado 8,66 metros do nível normal, mas nunca chegou ao parâmetro registrado ontem.
“Em maio, por exemplo, quando a população sãomartinhense foi assolada por uma enxurrada, o nível das águas do Rio Capivari chegou a ultrapassar 8,66 metros do seu normal. Desta vez, a elevação foi superior a 10 metros”.
“Monitoramos o rio durante toda a madrugada. As águas estavam subindo rapidamente. Pela manhã, a região central foi inundada. Foi então que encontramos um bote e, com auxílio de nossa Defesa Civil em conjunto com bombeiros e populares, efetuamos o resgate de diversas pessoas, evitando algo pior já que horas mais tarde as águas atingiram 1,5 metro de altitude na localidade”, afirmou o prefeito.
Os prejuízos causados ainda estão sendo contabilizados. Também não há precisão de quantas pessoas estão desabrigadas. A Escola de Ensino Fundamental Rodolfo Rocha está servindo como abrigo para famílias desalojadas e as aulas na rede pública Municipal e Estadual permanecerão suspensas nesta sexta-feira, dia 2.
Com informações do Engeplus