Invasão por terra e mar foi a estratégia adotada
Divulgação A prevista invasão russa da Ucrânia foi consumada esta madrugada, ato já condenado pela ONU e a União Europeia. O pretexto do presidente russo Vladimir Putin para os ataques ao território ucraniano é a defesa dos separatistas “em Donbas” no leste do país. “Tomei a decisão por uma operação militar”, declarou Putin esta quinta-feira numa mensagem de televisão inesperada.
Na mensagem, o mandatário russo pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas” e acrescentou que o objectivo não é “a ocupação”, mas sim a “desmilitarização” da Ucrânia.
Ciente da potencial reação dos Estados Unidos e da União Europeia, Putin avisou que qualquer tentativa por parte de outros países de interferir na operação militar irá ter “consequências nunca vistas”.
Logo após o início do ataque russo, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, impôs nesta quinta-feira (24/02) a lei marcial no país e pediu calma à população. A medida contou com o aval do Parlamento ucraniano.
Em vídeo publicado no Facebook, Zelenski anunciou o ataque russo contra "a infraestrutura militar" e a os guardas da fronteira. Ele informou ainda que introduziu a lei marcial em todo o país. Com a medida, as leis civis passam a ser substituídas por regras militares.
"Nessa manhã, a Rússia lançou uma nova operação militar contra o nosso Estado. Essa é uma invasão completamente cínica e infundada", afirmou Zelenski. "Nós, os cidadãos da Ucrânia, temos determinado nosso futuro desde 1991", disse em referência ao ano do colapso da União Soviética. "Mas agora, o que está sendo decidido não é somente o futuro do nosso país, mas o futuro de como a Europa quer viver", acrescentou.
Zelenski pediu que a população mantenha a calma e que as pessoas permaneçam em casa. Ele destacou ainda que o governo está fazendo de tudo para defender o país. "Sem pânico. Nós somos fortes. Estamos prontos para tudo. Vamos vencer todos porque somos a Ucrânia", acrescentou.
Ataque em várias cidades e invasão por terra e mar
Explosões foram ouvidas por repórteres de agências alguns minutos depois do fim do pronunciamento de Putin. O mandatário russo disse que responderia imediatamente se alguma força externa tentasse interferir com suas ações. "Ninguém deveria ter nenhuma dúvida de que um ataque direto ao nosso país levará à derrota e a consequências terríveis para qualquer agressor potencial", afirmou.
Após o anúncio russo, o ministro ucraniano do Exterior, Dmytro Kuleba, afirmou através do Twitter que seu país era alvo de uma "invasão em larga escala".
Kiev anunciou nesta quinta-feira o fechamento do espaço aéreo para aeronaves civis. Explosões foram ouvidas na capital ucraniana e em várias cidades do país próximas à fronteira com a Rússia. O mesmo ocorreu em localidades nas regiões costeiras, assim como na cidade portuária de Odessa, próxima à Península da Crimeia, ocupada por Moscou.
Com informações do Engeplus