Ao longo do mês, acumulado de precipitação ultrapassou os 500 milímetros
A cidade de Praia Grande, no Extremo Sul do estado, está em alerta para o risco de novos alagamentos. A chuva iniciou durante a madrugada e desde então já foram registrados 85 milímetros (mm) de precipitação, com tendência de chegar a 100 mm nas próximas horas. A chuva elevou consideravelmente o nível do rio Mampituba e a Defesa Civil monitora a situação desde às 3 horas, quando a chuva iniciou.
Jonathan Reis da Silva, coordenador municipal da Defesa Civil, explica que a atenção deve ser redobrada nas comunidades de Rio Canoas, 1° de Maio e Baixadinha. “No decorrer das próximas horas, até a meia-noite, se continuar essa chuva e cair alguma barreira, o risco é iminente. Tem bastante água descendo da encosta e o solo está bastante encharcado”, explica.
Praia Grande tem sido bastante afetada por enchentes. Neste ano, o acumulado de chuva chegou aos 2.183 mm. O recorde até então tinha sido de 1.900 mm. “Nunca tivemos essa precipitação. Não terminou o mês ainda e estamos com 510 mm no acumulado de novembro. São 2.183 no ano e nunca Praia Grande teve isso. Se a previsão do El Niño se confirmar, até março do ano que vem vai ser uma enxurrada em cima da outra”, lamenta Reis.
Nesta terça-feira, dia 28, o volume de chuva tem sido significativo. A orientação é que moradores de áreas ribeirinhas fiquem atentos para a movimentação do rio. Em caso de necessidade, o ginásio Jairo Reis da Silva, na área Central, será novamente ponto para receber possíveis desabrigados.
“Não vamos criar pânico, mas queremos deixar a população em alerta. Devido às últimas ocorrências, o pessoal fica mais atento. No pé da Serra, tem a comunidade da Baixadinha, próximo ao CTG. Ali reforçamos o enrocamento do rio Molha Coco, então o risco é pequeno, mas se cair alguma barreira a situação pode se agravar. No bairro 1° de Maio, a dois quilômetros do centro, também há risco. E o bairro Rio Canoas, ali pode ter inundações graduais”, alerta o coordenador da Defesa Civil.
O órgão está em alerta para o volume do rio do Boi e monitora a situação dos Cânions junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em caso de emergência, ligue 199 para a Defesa Civil ou 193 para o Corpo de Bombeiros.