Andrei Rodrigues comentou sobre a operação deflagrada nesta quarta-feira (22) e que prendeu investigados em quatro estados.
Divulgação O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta quarta-feira (22) que a Polícia Federal "jamais poderá proteger ou perseguir, olhar classe social, ideologia política".
A afirmação foi feita horas depois da PF deflagrar uma operação contra suspeitos de planejar matar o senador Sergio Moro (União-PR), opositor do governo Lula (PT), e outras autoridades públicas.
"Hoje realizamos uma operação importante em razão de ameaças graves, gravíssimas eu diria, de várias autoridades públicas seguindo exatamente isso, sem olhar para qual partido, para qual ideologia, para qual governo, para qual situação essas pessoas estão. Simplesmente cumprindo o nosso dever constitucional e legal", reiterou.
A declaração foi dada durante evento de posse da nova superintendente da PF em Santa Catarina, Aletea Vega Marona Kunde. Ainda sobre a operação, Andrei falou sobre a atuação da corporação.
"A Polícia Federal não só no Paraná [estado natal de Moro] mas em todo o país, trabalha com autonomia, com muita responsabilidade, a partir das diretrizes do Ministério da Justiça das nossas diretrizes, mas com essa autonomia portanto, todos os fatos que chegarem a nosso conhecimento serão apurados e os responsáveis alcançados", reiterou.
Operação Sequaz
De acordo com a PF, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão em São Paulo, Paraná – onde estão os principais alvos – Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Até a última atualização desta reportagem, nove pessoas haviam sido presas – sete delas em Campinas, São Paulo.
Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou que investiga integrantes de uma facção criminosa, que atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente.
Além de homicídio, os suspeitos pretendiam sequestrar autoridades públicas, segundo a PF. Os policiais identificaram ainda que os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea.
Outro alvo do grupo era Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente, interior de São Paulo, devido às investigações comandadas por ele.
Segundos os investigadores estavam confirmados mandados contra os seguintes suspeitos (outros nomes não foram divulgados):
Janeferson Aparecido Mariano;
Patrick Uelinton Salomão;
Valter Lima Nascimento;
Reginaldo Oliveira de Sousa;
Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan;
Claudinei Gomes Carias;
Herick da Silva Soares;
Franklin da Silva Correa.