Em Tubarão, Imbituba e Jaguaruna foram registrados pontos de paralisação, de caminhoneiros autônomos e agricultores, nas rodovias
Ao longo desta segunda-feira (21), diversos municípios catarinenses, e no país, aderiram a paralisação dos
caminhoneiros autônomos contra o aumento dos preços dos combustíveis. No início do dia, na região da Amurel, apenas a SC-437, em Imbituba, registrava movimento dos manifestantes. Porém, no posto Osório, em Tubarão, e na comunidade de Morro Azul, em Jaguaruna, também houve pontos de manifestação durante a tarde em ambos os sentidos da rodovia. Agricultores aderiram ao movimento e levaram seus tratores e máquinas para as margens da BR-101.
Os veículos de carga foram bloqueados na rodovia, enquanto os demais carros, como de passeio, transporte coletivo e emergência, sofreram com congestionamento. Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Carlos Possamai, os agentes pediram que os caminhoneiros convidassem os motoristas a pararem, mas não os obrigassem. Não houve registro de violência.
De acordo com a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), não há previsão para encerrar a greve. Na nota de divulgação da paralisação, a Abcam solicitou que as ações fossem feitas "sempre de forma pacífica e sem prejudicar o direito de ir e vir de outros condutores. Não apoiamos atos de violência, agressões, barricadas nas rodovias ou atos de depredação de patrimônio público".
Mesmo com os protestos, a Petrobras anunciou hoje o 11º aumento no preço dos combustíveis dos últimos 17 dias. A partir de terça-feira (22), o preço nas refinarias da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716. Ao longo deste mês, houve um aumento de 16,07%.
A Petrobras rebate as criticas às altas constantes dos derivados a atribui as elevações de preços às oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. Conforme a estatal, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (21) que o governo examina a redução de tributos incidentes sobre os combustíveis, mas não tem ainda nenhuma decisão sobre o assunto. “Estamos no meio de um processo de consolidação fiscal e temos que ser muito cuidados em relação à receita fiscal”, disse.
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