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Mãe denuncia caso de racismo contra o filho em Criciúma

Estudante foi chamado de macaco por dois colegas de turma em um grupo de WhatsApp

19/08/2022 06h01 | Por: Redação | Fonte: Engeplus
Divulgação

Um aluno de uma escola da região central de Criciúma foi alvo de injúria racial. De acordo com Andreia Melo, mãe do jovem, dois colegas de turma chamaram o estudante de macaco em um grupo de WhatsApp. O caso aconteceu no dia 22 de junho, mas ela teve conhecimento em 4 de agosto e na última semana registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia.

Em prints encaminhados à reportagem por Andreia, aparece no grupo a publicação de um vídeo com a legenda “Uga uga eu sou um macaco”. Abaixo, o mesmo rapaz publicou imagem de um macaco e na sequência outro aluno chama uma menina de “macaca feia”. 

 

“Meu filho estava na sala do diretor e eles fizeram um vídeo e nesse vídeo colocaram “uga uga eu sou macaco” se referindo ao meu filho. E colocaram a foto de um macaco. Teve outras conversas, uma menina foi chamada de pretinha. Minha intenção é que outros alunos vejam que isso não passou em branco. Não há necessidade disso, todos são iguais. Com tanta informação que temos, com os jovens conectados, se prestar a este tipo de atitude é muito triste”, lamenta a mãe da vítima.

A mãe afirma que gostaria de uma retratação dos pais dos alunos envolvidos e da própria escola, porém até o momento isso não aconteceu. “Não se retrataram, nem a escola, nem os alunos, nem os pais deles. Teve apenas uma mãe que mandou uma mensagem para meu marido. É o mínimo que deveriam fazer. Não deveriam ter cometido injúria racial, porém deveria se retratar com minha família e principalmente com meu filho”, explica.

Andreia conta ainda que o filho mudou de turma e está abalado com a situação. Também relata que a escola suspendeu os dois alunos por três dias. “Ano passado soube que aconteceu um caso parecido, mas não me inteirei do assunto. Os pais não fizeram nada. Se lá atrás os pais tivessem tomado a mesma posição que tomei, não teria acontecido novamente. Um grupo de colégio, meninos bem instruídos, fazer uma coisa dessas sabendo que é um crime, é triste. Estamos muito tristes”, afirma.

Com informações do Engeplus

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