Estado conta com ao menos 131 espaços em todas as regiões catarinenses
Divulgação Ao menos 49 cidades catarinenses possuem lojas maçonicas, segundo dados da Grande Loja de Santa Catarina. Ao todo são 131 espaços, que estão espalhados em todas as regiões. A maçonaria voltou a ter destaque nesta semana após um vídeo que mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) participando de uma reunião. As imagens foram divulgadas nas redes sociais e causaram críticas de parte do eleitorado, principalmente o ligado a ala evangélica. (veja o mapa abaixo)
O nome "Loja maçonica" é dado à reunião de maçons de determinada localidade. Já o local onde ocorre os encontros é chamado de "templo maçonico" — porém nem toda a reunião, necessariamente, precisa de um templo para ser realizada. Além disso, há a "Grande Loja" ou "Grande Oriente", que é o responsável por supervisionar as lojas de uma região.
De acordo com a instituição, a loja mais antiga no Estado é de Joinville, no Norte catarinense, que foi fundada em 29 de dezembro de 2022, no bairro Saguaçu, região Central da cidade. O município conta, ainda, com outras dez lojas.
Já a mais recente foi criada em abril deste ano no bairro Santa Maria em Chapecó, no Oeste do Estado — a cidade também conta com outros cinco lugares para as reuniões entre os membros.
A cidade que possui o maior número de lojas de maçons é Florianópolis, com 28.
Lojas maçonicas em SC

Reuniões surgiram na Idade Média
De acordo com especialistas, a maçonaria surgiu durante a Idade Média. A palavra "maçom", de uso comum em línguas como o francês e o inglês (com as formas "maçon" e "mason", respectivamente), tem o significado original de "pedreiro" ou "construtor".
Em um primeiro momento, nessas associações, era comum que aprendizes fossem instruídos por construtores mais experientes nos conhecimentos necessários para o ofício, tal como acontecia com outras profissões daquele período, e é provável que esse processo fosse acompanhado por determinadas cerimônias. Essa fase do movimento é conhecida como maçonaria operativa, já que seus membros eram operários especializados.
Depois, entre o final do século 17 e o começo do século 18, surge a maçonaria especulativa, onde elementos filosóficos e especulativos começam a surgir, principalmente com influência do Iluminismo.
Com informações do NSCTotal