Dez pessoas faziam parte do grupo que mantinha dois laboratórios
Divulgação Em Araranguá, dez integrantes de uma associação criminosa, denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foram condenados por tráfico e associação para o tráfico de drogas. Entre 2020 e 2021, o grupo manteve dois laboratórios clandestinos de drogas em Balneário Arroio do Silva e Treze de Maio, onde produziam e armazenavam cocaína e matéria-prima da droga, e depois distribuíam para diversos estados. A menor pena é de oito anos e nove meses e a maior ultrapassa 27 anos.
A associação criminosa foi formada para a obtenção de vantagem econômica para os réus proporcionada pelo tráfico de drogas, especialmente ao preparo e à distribuição de drogas e substâncias controladas, que eram armazenadas, preparadas e enviadas pelos réus a São Paulo e Minas Gerais, além de serem anunciadas na internet.
De acordo com o Promotor de Justiça Pedro Lucas de Vargas, o primeiro laboratório foi descoberto pela Polícia Civil em Balneário Arroio do Silva, e o segundo foi desmantelado pela Polícia Federal em Treze de Maio durante a "Operação Flipper", que recebeu este nome pois no material ilícito enviado, via serviço postal, havia o símbolo de um golfinho, como uma marca registrada do grupo.
Entenda como a associação criminosa atuava na região
Conforme denúncia oferecida pelo MPSC, em novembro de 2020, um trio mantinham uma casa alugada em Balneário Arroio do Silva. A residência era ponto de produção, guarda e depósito de cocaína, de matéria-prima da droga, e de maquinário e instrumentos para fabricação.
Na divisão de tarefas, desse tio, o casal era responsável por produzir e armazenar a droga, a matéria-prima e o maquinário, por residir no local. Já o terceiro envolvido ficava a cargo de fornecer o que fosse necessário para produção da droga, bem como, posteriormente, fazer a distribuição do entorpecente.
Outras sete pessoas foram descobertas durante as investigações
Após o primeiro laboratório ser descoberto em Balneário Arroio do Silva pela Polícia Civil, o grupo deu seguimento nas atividades ilícitas, com a instalação de um novo laboratório em Treze de Maio.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, um denunciado exercia o comando da associação criminosa.
Outro casal tinha como principais responsabilidades a oferta de insumos, especialmente produtos diluentes de drogas (feito à base de ácido bórico), em anúncios de sites e-commerce, assim como de enviar as substâncias para outros estados.
Um quarto envolvido tinha a função providenciar a locação de imóveis e disponibilizar seu nome para que o denunciado pudesse efetuar a compra de propriedades para estabelecer residência de outros integrantes.
A companheira desse denunciado, estava ligada ao transporte, remessa e entrega de entorpecentes, substâncias controladas e diluentes da droga, além de envolvimento com a parte financeira da organização criminosa.
Outros dois atuavam na produção e armazenamento das substâncias, matéria-prima e maquinários para fabricação, preparação, produção ou transformação de droga. Durante as investigações foram encontrados 6kg de cocaína e 300kg de ácido bórico, além de outros insumos, produtos químicos e diversos maquinários para preparação de drogas.
No local, também ficou evidente o comércio interestadual de entorpecentes, já que foram localizados um caderno de anotações e recibos de postagens de encomendas enviados para diversos estados.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social - Correspondente Regional em Criciúma