Filha de um dos ocupantes da aeronave disse ao jornal O Globo que ficou receosa com a viagem e que buscas ainda não encontraram resultados
Divulgação A família do médico ginecologista Gian Carlo Nercolini, um dos moradores de Santa Catarina que estava no avião que desapareceu na quarta-feira (6), na Argentina, tentou convencê-lo a não viajar até o país vizinho. Ele participou de um festival em comemoração ao aniversário de 87 anos do aeroclube da cidade de Comodoro Rivadavia.
Gian Carlo estava a bordo da aeronave junto ao empresário Antônio Carlos Castro Ramos e ao advogado Mário Henrique da Silva Pinho.
A filha do médico, Nicole Nercolini, 26 anos, afirmou ao jornal O Globo que a família continua desesperada atrás de notícias.
— Eles desapareceram do radar, e ninguém sabe onde estão. Continuaram as buscas aéreas pela madrugada e retomaram as terrestres hoje pela manhã, mas não acharam pedaço de peças, escombros, nada — afirmou ao jornal.
Nicole conta que ela e a tia alertaram o médico sobre as condições da região da Argentina para onde o grupo voou.
— Eu já fiquei receosa quando soube. Não tinha quase ninguém no lugar, era um lugar inóspito, com muita geleira. Minha tia também tentou convencê-lo a não ir, porque passava pela Cordilheira dos Andes — afirmou Nicole.
O avião em que estavam o médico e os outros dois ocupantes sumiu dos radares durante viagem entre as cidades de El Calafate e Trelew. As buscas ocorrem desde que a Defesa Civil local tomou conhecimento do desaparecimento, no fim da tarde de quarta. As buscas ocorrem em uma área entre o mar e a costa, mas até o fim da tarde desta quinta nada havia sido encontrado. O trabalho das equipes precisou ser interrompido nesta quinta devido ao mau tempo.
Com informações do NSCTotal