Licitações das atualizações dos projetos de redragagem do Rio Tubarão e do Canal da Barra, em Laguna, estão paradas há oito meses
Em maio de 2024, o governador Jorginho Mello foi até Brasília e conseguiu, junto a bancada parlamentar catarinense, emendas na ordem de R$95 milhões para enfrentamento de cheias e enchentes. Toda a grana seria destinada a obras de prevenção no Alto e Médio Vale do Itajaí. Há alguns dias, o Governo de SC anunciou mais investimentos - na casa do R$15 milhões – para o mesmo fim, para a mesma região e também para a Grande Floripa.
Essa introdução é necessária, pois a única ação do “Governo Jorginho Mello” para o combate de cheias na região da Amurel, parece estar engavetada na Casa Dagronômica (ou em qualquer outro setor do Estado). A licitação para atualização dos projetos de redragagem do Rio Tubarão e do Canal da Barra, em Laguna, foram anunciados em junho de 2024 e, até agora, nenhum processo licitatório foi lançado. Atente, estou falando apenas do projeto.
Assisti uma entrevista, dias desses, do governador Jorginho reclamando que “SC não recebe o devido retorno do governo federal.” É mais ou menos o que tem acontecido conosco, cidadãos da Amurel. E não que outras regiões não tenham que receber os investimentos, mas o único (e convenhamos, modesto) que viria para a região, o governo do estado trata com relapsidade.
O deputado estadual Pepê Collaço utilizou suas redes sociais para fazer o alerta. “Precisamos de investimentos em contenções de cheias o quanto antes, nossas cidades (so sul) também sofrem com as enchentes e o Governo de SC precisa ter esse olhar. Estamos aqui, cobrando e pedindo para que no futuro não soframos as consequências”, explicou o parlamentar que sugeriu a criação da Frente Parlamentar das Dragagens dos Rios Catarinenses, para que o tema não seja esquecido.
Deus queira que não, mas se uma catástrofe acontecer na região (e a história mostra como são frequentes esses desastres naturais na Amurel), não adianta o governador colocar um colete laranja, uma cesta básica nas costas e sobrevoar locais afetados, pois o que o governo dele poderia fazer, não está fazendo.