As estratégias de 2022 e 2026 dos governadores em exercício são parecidas, mas, ao que parece, só um será eficaz
As eleições de 2022 e 2026 tem alguns pontos de convergências. Ambas, os governadores em exercício levantaram a bandeira do municipalismo para atrair as bases. Moisés se filiou em um partido com menor representatividade, coligou com um grande(MDB) e outros pequenos, e apostou na discidência de prefeitos e vereadores de outras siglas.
Não deu certo. O "comandante" sequer foi para o segundo turno, seu partido, o Republicanos, não elegeu deputado federal e apenas um estadual. É verdade que a onda "22" e a marolinha "13" prejudicaram Moisés, porém, a estratégia deu errado.
Porquê com o Jorginho Mello a mesma estratégia está dando certo? Primeiro pela força da direita em Santa Catarina. Prefeitos e vereadores receiam que ir contra a onda, pode ter reflexo nas eleições municipais. Segundo, o governador é extremamente centralizador. Não basta se filiar, tem que ser submisso para entrar no time, caso contrário o município enfrenta consequências. Com isso, de fato, PSD, PP e MDB estão murchando e o PL inflando.
"Ah, mas ele disse que governa para os 295 municípios". Balela. Quem é do meio político sabe o que estou falando.