Candidata ao Senado por SC, Carol De Toni (PL) colocou o bloco na rua definitivamente
A divulgação da última pesquisa Atlas/ND movimentou os bastidores da política catarinense ao colocar a deputada federal Carol De Toni (PL) na liderança da corrida ao Senado Federal. Chama a atenção a movimentação estratégica que se intensificou nos últimos dez dias.
Coincidentemente — ou não —, a parlamentar passou a adotar uma postura de visível descolamento em relação ao seu parceiro de chapa, Carlos Bolsonaro (PL). Isso é racha, parece mais uma estratégia e, evidentemente, na medida que as agendas conciliarem, ambos trocarão juras de fidelidade eleitoral. Porém, os caminhos são claros: Carlos vai tentar federalizar sua campanha com osobrenome que é forte e Carol vai às bases em busca do voto.
A deputada catarinense tem tido uma maratona intensa de compromissos, a catarinense participou solo de sabatinas, reforçou a presença nas bases no interior do estado e gravou vídeos ao lado de candidatos e lideranças que não devem declarar voto no filho do ex-presidente. A tática reflete o pragmaticismo do cálculo eleitoral: para garantir a vitória em um pleito majoritário, não basta dialogar apenas com a bolha conservadora mais radical, é preciso furar a bolha e buscar a adesão do eleitorado moderado e de centro.
Resta saber se a estratégia de voo solo continuará trazendo dividendos nas pesquisas ou se gerará ruídos na aliança com a ala bolsonarista raiz até o dia da votação.
A pesquisa AtlasIntel/Grupo ND ouviu 1.211 eleitores de Santa Catarina entre 4 e 9 de setembro, pelo método de recrutamento digital aleatório Atlas RDR. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026.