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Blog Nilton Veronesi

Campagnolo está certa, projeto da direita corre perigo

A briga para saber quem serão os candidatos da direita ao Senado tem sido intensa e pode eleger um petista

05/11/2025 11h06 | Por: Nilton Veronesi

A polêmica da semana em SC foi a declaração da deputada estadual Ana Campgnolo (PL), que simplesmente relatou uma situação verídica. Pra corroborar com a parlamentar, vou tentar fazer uma cronologia dos fatos.

Em 2022, o PL elegeu o governador Jorginho Mello e 11 deputados estaduais. A Alesc tem 40 cadeiras. Pra ter a governabilidade, Jorginho convidou MDB e PP para compor o governo. De lá pra cá, o espaço aos emedebistas aumentou, foi efetivada a federação União Progressistas, houve um acordo nacional que o ex-presidente Bolsonaro indicaria um dos dois nomes do Senado (por óbvio, em SC também) e o desenho da aliança para 2026 estava desenhado.

O que ninguém esperava é que Jair indicaria Carlos Bolsonaro. Pela coligação arquitetada pelo governador de SC, Campagnolo falou o óbvio, a deputada federal Carol De Toni, que era o nome do PL até então, não concorreria o Senado pela coligação, pelos acordos firmados por Jorginho Mello. Isso tudo é informação, não é opinião. A candidatura de Carlos Bolsonaro é legítima, o que não pode é ele quebrar a autoridade do governador, como tem feito, dizendo que o partido terá as duas vagas ao Senado, implodindo acordos políticos feitos desde 2022.

Além disso, a direita precisa se atentar. Levando em consideração as eleições com duas opções de voto para o Senado. Em 2002, Ideli Salvatti (PT) se elegeu senadora com 18% dos votos. Em 2010, com tríplice aliança, o então governador LHS conseguiu 28%. Sim, então governador. Já em 2018, Jorginho Mello conquistou a confiança de 18% dos catarinenses e conseguiu uma cadeira na Casa Alta. O PT, com o Governo Lula, vai conseguir algo próximo a 20%, pois irá concentrar a campanha em um candidato. Se a direita dividir em, no mínimo, quatro candidatos (Gilson Marques, Carlos Bolsonaro, Carol de Toni e Esperidião Amin), pode conseguir eleger um petista num estado de direita. 

Gostem ou não, a maior liderança do PL em SC chama-se Jorginho Mello. Ele é o condutor do processo e o 03 deveria ao menos ter essa consideração e respeito.

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