Principal EDUCAÇÃO Tubarão: professor surpreende aluno com malformação congênita ao adaptar aula de flauta
Tubarão: professor surpreende aluno com malformação congênita ao adaptar aula de flauta

Tubarão: professor surpreende aluno com malformação congênita ao adaptar aula de flauta

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Torcedor assíduo do Tubarão Futsal. Ele que raramente está triste. Vive esbanjando sorrisos e simpatia por onde passa. O pequeno Luan Matos Camilo Tartari, de 7 anos, é conhecido por diversos tubaronenses. Ele nasceu com má-formação congênita e, em novembro de 2015, precisou amputar uma perna, além de não ter todas as costelas e ter apenas 25% do pulmão.

Apesar de todas as dificuldades, a paixão pelo desporto ajudou-o a superar os seus limites e depois de tratamentos médicos, hoje, o pequeno jogador leva uma vida saudável, consegue andar, participar nas aulas de educação física na escola e ainda joga futsal. A ausência de uma perna e os problemas de movimentos na mão esquerda não o impedem de defender as balizas “Ele faz tratamentos contínuos com fonoaudiólogo, terapia ocupacional, fisioterapia, entre outras atividades”, relata a mãe Eloar Ceolin Matos.

Durante a pandemia, ela tem auxiliado Luan nas aulas virtuais. Em uma delas, o pequeno ganhou um surpresa do professor de música Miguel Júnior. Ao perceber a preocupação de Luan de não conseguir acompanhar os colegas na aula de flauta, o educador buscou formas de integrar o aluno, inclusive buscando canções tocadas com uma única mão. O momento foi registrado pela mãe de um dos alunos e compartilhado nas redes sociais da escola.

No vídeo (clique aqui) é possível ver que não foi só o Luan que ficou emocionado com a atitude do professor. Crianças e pais que acompanhavam a aula online também não seguraram as lágrimas. “Ele tem sede de aprender e talvez a ocasião tenha sido tão tocante pela forma espontânea como ele deixou transparecer isso. Ele queria tanto que acabou se emocionando quando viu que haveriam possibilidades. Eu já havia pensado na forma como conduziria as aulas com a flauta para dar oportunidades de ter o Luan conosco, mas não havia ainda partilhado com a turma”, conta o professor, que leciona desde 2008.

Miguel também fala da emoção vivida na ocasião. “Nesse dia, quando retomei o assunto, e disse a ele que haveriam muitas possibilidades, pude perceber sua reação na tela e precisei agir com cuidado. Foi aí que a emoção tomou conta da aula, não por mim, mas pela música, pela sensibilidade, pelo bem querer dos amigos e, principalmente, pela vontade dele”, descreve. O pai de Luan, Robert Camilo Tartari, conta que no começo do ano quando o filho viu a lista de materiais ficou preocupado, pois achou que não conseguiria acompanhar os colegas nas aulas de flauta. “Tentamos explicar que se ele não conseguisse acompanhar poderia pelo menos aprender as notas musicais”, diz Robert.

O pai explica revela que no início das aulas comentaram com o professor sobre o fato. Mas, “depois com a pandemia e as aulas online não tocamos mais no assunto e fomos surpreendidos na última sexta-feira com essa surpresa”, completa. A mãe, Eloar Ceolin Matos, que acompanhava o filho na aula, conta que no momento que Luan escutou o professor falando que a aula da próxima sexta-feira seria de flauta, o menino já ficou triste, mas antes de falar alguma coisa o professor Miguel explicou as adaptações que faria para ter o máximo da presença de Luan.

“Ele explicou que essa seria a primeira vez que teria percussão nas aulas para que o Luan pudesse estar presente, que aprendeu músicas para serem tocadas com uma única mão, que serão ensinadas para todos. Foi emocionante”, relembra. Eloar comenta que o filho sempre muito foi bem aceito na escola e pelos colegas, e talvez, por isso, todos tenham se emocionado com ele. “O Luan sempre foi muito aceito. Agora que estamos assistindo aulas em casa, as meninas costumam fazer ligações de vídeo para ele, os amigos jogam vídeo game juntos. É muito bonito de ver”,

A mãe conta que a aula de música é a segunda na lista de preferência do filho, em primeiro lugar está a educação física, já que o futsal é a sua paixão.