Principal GERAL Solidariedade de berço: tubaronense se torna embaixador universal da paz aos 22 anos
Solidariedade de berço: tubaronense se torna embaixador universal da paz aos 22 anos

Solidariedade de berço: tubaronense se torna embaixador universal da paz aos 22 anos

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Nesta sexta-feira (20), um jovem tubaronense de apenas 22 anos será diplomado Embaixador Universal da Paz pelo seu trabalho humanitário no Abrigo dos Velhinhos e no Instituto Nossa Família. André Koch, acadêmico de psicologia na Unisul, preside a instituição, que pratica ações de assistencialismo, reforma de casas, doação de materiais escolares, cestas básicas, roupas, ovos de páscoa, presentes, entre outras inúmeras atividades.

Sua trajetória iniciou quando ele ainda era criança e acompanhava o trabalho voluntário da sua mãe no Abrigo. Quando ela precisou se afastar, André assumiu seu lugar. O segundo passo foi participar dos Terapeutas da Alegria, quando ainda era aluno no Colégio Dehon. O doutor palhaço Dedé, como foi batizado no curso feito para participar da ação, precisou aprender técnicas de empatia, espontaneidade e improviso.

“Todas as segundas-feiras nós íamos ao Hospital Nossa Senhora da Conceição distribuir alegrias às crianças, idosos e os enfermos de todas as idades nos quartos. Nas quintas-feiras, eu era responsável pelo ônibus que o colégio disponibilizava em direção ao Abrigo dos velhinhos, em levar os terapeutas e os interessados em conhecer a instituição”, conta André.

Depois, em Criciúma, o voluntário realizou trabalhos na Associação Sul Catarinense de Familiares, Amigos e Portadores de Distrofias Musculares Progressivas (ASCADIM). “Nós realizávamos bingões e rifas para poder manter a instituição em funcionamento”, explica.

Um ano e meio depois, de volta a Tubarão, André retomou os trabalhos com os velhinhos. Até que no dia 16 de outubro de 2016, a cidade foi acometida por um vendaval que deixou centenas de tubaronenses desabrigados, com a casa parcialmente ou totalmente destruída.

“Juntamente com um grupo de voluntários fomos nas comunidades mais carentes verificar as reais necessidades dos moradores. Nessas visitas levávamos marmitas, telhas, lonas, tijolos e tudo que pudesse solucionar, mesmo que paliativamente, aquela situação”, lembra. Foi nesse momento que iniciou o Instituto Nossa Família.

Ao descobrir que havia sido nomeado para o prêmio de Embaixador, sua primeira reação foi de surpresa e gratidão. “Senti no momento que esse título não era meu, mas sim de todos que me apoiaram até aqui, que não me deixaram desistir e deram apoio às campanhas”, ressalta. O 8° encontro de Embaixadores da Paz de Palhoça, organizado pela Universal Peace Federation (UPF), ocorre às 19h, na Faculdade Municipal de Palhoça.

As atividades realizadas pelos voluntários

Anualmente, são seis campanhas oficiais, sem contar as que acontecem de forma paralela. Durante um mês são feitas as arrecadações, por meio de rifas, pedágios, bazares, e, no outro, doações. Em 2017, mais de quatro mil crianças carentes de Tubarão foram contempladas de alguma forma por meio do Instituto.

Porém, o sucesso das boas ações do grupo veio com uma dolorosa escolha, segundo André. Entre as aulas, o trabalho e o voluntariado, as visitas ao Abrigo, onde tudo começou, se tornaram mais esporádicas. “Porém, em mais de uma década lá, realizei diversas atividades. Eu plantava, ajudava na limpeza, cozinha, higienização dos idosos, alimentação e os mais diversos serviços”, relata.

A meta agora é tornar o Nossa Família uma instituição que fornecerá educação e emprego, possuirá sede própria, e com isso atuar ativamente para o futuro das crianças e o bem estar das famílias. “Quero dar cada vez mais ênfase nos trabalhos do Instituto, tornar as campanhas cada vez mais fortes para que possamos galgar patamares mais palpáveis, pois hoje, infelizmente, não temos uma renda fixa”, lamenta.

Como ajudar o Instituto Nossa Família?

“Para fazer o bem, é só começar. Todos nós possuímos um potencial enorme para o trabalho voluntário, só temos que descobrir a área que nos identificamos. Uns se identificam com a causa animal, outros com a natureza, outros com o social, mas o trabalho voluntário é edificante, é o alimento para a alma, pois não há retorno financeiro, o retorno é puramente afetivo, e é isso que dá sentido para a vida”, enfatiza.

Para quem tem interesse em ajudar essa causa, as quatro próximas campanhas, de abril a julho, já estão sendo organizadas. “Reconstruindo sonhos” terá como objetivo reformar casas de famílias em situação de vulnerabilidade social que estejam com problemas estruturais. É preciso doações de materiais de construção.

O Instituto também atuará junto com o Sesc na campanha do agasalho. No dia 4 de maio, das 7h às 22h, e no dia 5, das 7h às 16h30, um bazar beneficente vai acontecer no Museu Willy Zumblick, no Centro.

Já a campanha “Praça criativa”, do menino Alan Zabot, realizará um mutirão de limpeza e revitalização nas praças da cidade. Será necessário tinta, telas de rede para envolver as quadras e mudas de plantas.

‘’Unidos pela Lívia’’ ajudará um anjinho de dois anos a conseguir recursos para seu tratamento, pois sofre de atrofia muscular espinhal. Um pedágio será realizado no dia 19 de maio, além de um almoço que ainda está sendo organizado.

Fotos: Arquivo pessoal