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Parte dos tachões são retirados em trechos da BR-101 Sul

Parte dos tachões são retirados em trechos da BR-101 Sul

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A fim de proporcionar mais segurança aos ciclistas, parte dos tachões que foram colocados no BR-101 Sul estão sendo retirados pela CCR ViaCosteira, empresa responsável pela administração do trecho. O assunto foi levantado e debatido pelos usuários do transporte durante algumas reuniões do comitê criado exclusivamente para resolver a demanda. Com a operação concluída, um corredor com 40 centímetros na lateral direita do acostamento deve ser liberado para facilitar o tráfego das bicicletas.

A demanda foi levantada há alguns meses e, com a criação do comitê, o diálogo entre os representantes dos ciclistas e a empresa gestora da BR-101 Sul resultou em uma alternativa viável. “Em fevereiro nós nos reunimos e expomos os nossos pleitos. Fomos muito bem ouvidos pela Simone Suzzin, uma pessoa responsável pela comunicação da CCR, onde a gente pediu uma solução para esse problema, que é um problema de segurança, porque é uma via que recebe muitos ciclistas”, explica um dos membros do comitê e representante dos ciclistas de Criciúma e região, Augusto Freitas.

Após o problema ser levado aos administradores da rodovia, a situação começou a ser discutida. E, atualmente, as tartarugas estão sendo retiradas somente entre Criciúma e Jaguaruna, conforme acordado pelo comitê, para fazer um “teste”. “Eles perguntaram qual era a maneira mais fácil para que a gente pudesse, juntos, avaliar a situação. Fomos pessoalmente, in loco, ver de que forma poderíamos fazer isso e decidimos criar um corredor. Eles começaram a retirar os tachões e pediram para a gente circular e observar nesse trecho se isso vai nos ajudar, a atitude deles foi super bacana. Eles querem fazer de Passo de Torres a Paulo Lopes, cerca de 200 quilômetros. Tendo um ok de nós, eles vão retirar de toda a extensão e criar esse corredor ”, acrescenta Freitas.

Ao decorrer, uma nova demanda surgiu e foi apresentada à CCR ViaCosteira pelos ciclistas. “Houve a manifestação de uma das pessoas que estava comigo sobre as praças de pedágio e, in loco, nós fomos até lá e a empresa viu como é inseguro e difícil a circulação dos usuários ali, é uma situação muito delicada. Por quê? Porque não tem nada para passar a bicicleta, nós passaríamos junto com os carros. Nos colocaria muito mais em risco do que os próprios tachões”, enfatiza.

Passagem nas praças de pedágio

Com o problema, uma nova solução foi apresentada de imediato pela empresa aos usuários do transporte. “Eles se mobilizaram, disseram que fariam uma passagem para os ciclistas, só que cada praça tem um desenho, foi arquitetado de uma forma, então serão quatro projetos distintos para cada praça para que a gente possa passar. Nesse primeiro momento, a ideia é, dependendo do fluxo de carros, deixar sempre a última passagem à direita aberta para os ciclistas passarem. A gente conversou que a partir da cobrança (iniciada dia 2), esse lado seria ficar para os usuários das bicicletas”, ressalta Freitas.

As resoluções, até o momento, tem gerado satisfação dos membros do comitê e demais ciclistas de toda a região. “Estou achando muito bacana o olhar deles para a gente, estão nos dando uma atenção fantástica. Nós acreditamos que a CCR fez um ótimo trabalho na rodovia, ela está maravilhosa para circulação dos veículos e também não queremos estragar o que já foi feito. Os tachões estão ali para iluminar, dar visibilidade, a gente não quis incomodar. Criamos uma solução e surgiu a ideia de criar um corredor à direta da rodovia onde a gente circula”, finaliza o representante.

Preocupação

De acordo com o diretor de Operações e Atendimento da CCR ViaCosteira, Diogo Elias Stiblet, é uma preocupação da empresa que todos os ciclistas se sintam seguros ao pedalarem na BR-101. “Sabemos que isso acontecerá por meio de mudanças práticas. Como toda alteração na via depende de autorização de órgãos reguladores, a concessionária tomou a frente, formando um comitê junto aos ciclistas representantes e, na tarde do dia 26 de abril, realizamos uma segunda reunião técnica, para juntos, encontrarmos soluções viáveis, que priorizem a mobilidade e segurança dois ciclistas e demais usuários da rodovia”, comenta.

Com informações do TNSul