Principal SAÚDE Os leitos de UTI estão ou não com ocupação máxima em Tubarão?
Os leitos de UTI estão ou não com  ocupação máxima em Tubarão?

Os leitos de UTI estão ou não com ocupação máxima em Tubarão?

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O Papo Café, da Rádio Noticom, recebeu nesta sexta-feira (3), o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Daisson Trevisol. Durante o bate-papo, o secretário esclareceu questões relacionadas a suposta lotação na ocupação dos leitos de UTI, bem como os resultados de testes da covid-19, que alguns tubaronenses alegam contradição. Confira a entrevista na íntegra abaixo:

1. Qual o problema que você foi resolver em um posto de saúde nesta sexta-feira (3)?

R: Nós estamos vendo atendimentos que não são bem feito. Quando acontece algo nesse sentido, eu gosto de ir até o local para mostrar presença, assim as pessoas começam a ter uma atitude diferente. Perguntei como estavam as coisas, só para dar uma assustada, mostrar que estamos ali. 

2. Não gosto de politizar quando falamos de assuntos envolvendo a área da saúde, principalmente, neste momento de pandemia. Mas, foi justamente um diretor-técnico, cardiologista renomado em Tubarão, Dr. Cristiano Ferreira, nesta quinta-feira (2) fez uma denúncia de que todos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) estão ocupados. É verdade? 

R: Sim, 90% da afirmação está correta. É o que vínhamos falando desde o início. A única questão que coloca dúvida é que a gente informada 20 leitos de UTI e ele disse que temos 12 pelo SUS. Nós informamos que há 20 leitos para a covid-19. Nunca falei ou o prefeito, que eram leitos habilitados do SUS. A única questão é essa. Porque 90% do que ele falou é o que também temos falado. Nós colocamos um percentual que é relacionado aos vinte leitos. A informação é importante para a população. O mais importante nesta história é que nós temos trabalhados muito. Nós estamos indo atrás de credenciamento para conseguir. Esses leitos não são de responsabilidade do município, mas apesar disso estamos em busca do credenciamento. Nós queremos garantir que os pacientes tenham à disposição caso eles precisem. Nesta quinta-feira (2), tivemos uma notícia muito boa. Achava que demoraríamos mais. Até tenho até que fazer um agradecimento ao Davi Nascimento, porque ele teve o contato com a Deputada Caroline de Toni. Ela fará o possível para auxiliar nessa situação. Chegou a informação que já está tudo certo. Só faltam registrar.

3. Por que demora tanto para habilitar os leitos de UTI? 

R: A primeira questão é o recurso. As pessoas quando estão nessa posição, o Estado, por exemplo tem o pedido de habilitação para Santa Catarina inteira. Aí é uma questão de prioridade, em um primeiro momento, porque o Estado disse que estavam cuidando mais da região do Vale do Itajaí, que está com mais mortes. Em um segundo momento, a morosidade que ocorre, tem vários fatores. Não descansamos. Também há os dez leitos na Socimed que também foi pedido, vamos ver se vai haver a habilitação. É o nosso próximo passo. 

4. A distribuição dos leitos são feitas pelo Estado? Outros pacientes ocupam também? 

R: Os 13 pacientes estavam internados aqui em Tubarão. Provavelmente era por convênio. Nós não separamos isso, entendeu? Essa é a questão. Epidemiologicamente falando, eu não posso separar leitos privados ou do SUS, porque eu tenho que contar esse paciente. Como que ocorre a situação do SUS. Quando você tem 12 leitos ocupados em Tubarão, para onde vão ou próximos pacientes pelo SUS? Vão para Criciúma, São José, Içara, Araranguá. Assim como nós temos um paciente aqui de Forquilhinha, porque quando lotou de algum outro local, ele veio para cá. Isso é gerenciamento do Estado. Quando lotarem todos os locais pelo SUS, aí o Estado começa a liberar os leitos privados. Mas aí assim, ele tem que utilizar os leitos utilizados pelo SUS. Aqui nós temos um pouco mais de segurança. 

5. Suponhamos que esse número aumento, como houve há uns dez dias atrás, nós temos para onde correr. Nós temos esses 12 habilitados no Hospital Nossa Senhora da Conceição, mais os outros de convênios, além do Hospital Socimed. Essa estrutura está à disposição. Mas só vai entrar, a partir do momento que o sistema do Estado, de fato, estiver em colapso. 

R: Exatamente. Assim, o que nós vamos fazer? O prefeito pediu para agilizar esse processo de credenciamento. Vamos supor que a nossa região entrou em colapso e o Estado não tomou uma atitude para comprar um leito da Socimed ou em outros locais, e aí que vamos agir, para não deixar a população desamparada, sem UTI. 

6. Tenho visto muitas pessoas reclamando dos testes feitos, que estão contraditórios. Um testam positivo, outros negativo, para a mesma pessoa.  Estão vendendo? O que está acontecendo? As empresas estão habilitadas? 

R: Tem marcas que são registradas e outras validadas pela Anvisa, ou por outros órgãos. Os nossos são bons. O que acontece às vezes é que a quantidade de anticorpos que a pessoa possui é baixa. Então, alguns testes pegam, outras não. Agora, quando o teste dá positivo, a possibilidade de ser negativo é muita pequena. Mas, quando ele dá negativo, a possibilidade de ser real é de aproximadamente 50%. Um teste negativo não significa que você não tenha a doença. O que consideramos?  Qualquer teste que tenha dado positivo. Segue as medidas de isolamentos, segue todos os protocolos. Então, quando der um teste positivo, é para respeitar, porque se não pode infectar outras pessoas.