Principal SAÚDE O que era para ser uma coletiva virou debate e nada ficou decidido sobre lockdown na Amurel
O que era para ser uma coletiva virou debate e nada ficou decidido sobre lockdown na Amurel

O que era para ser uma coletiva virou debate e nada ficou decidido sobre lockdown na Amurel

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Os prefeitos das cidades que compõem a região de Laguna (Amurel) não entraram em consenso para decretar o fechamento total das atividades não essenciais, o lockdown. Os representantes, profissionais da saúde, setor privado, jurídico e educação estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (15), através de videoconferência. A decisão oficial deve sair ainda hoje.

O secretário de saúde de Tubarão, Daisson Trevisol revelou a situação atual da pandemia na cidade e como ela pode piorar, caso as atividades não parem. Em números, no dia 14 de junho, o município possuía 303 casos confirmados. Mesmo com as medidas preventivas, aplicação de testes rápidos e flexibilização da economia, após um mês o saldo total de infectados triplicou para 938 confirmados. 

A Cidade Azul foi a primeira a optar pela paralisação, no fim da noite desta terça-feira (14). “É uma decisão difícil, têm prejuízos econômicos. Mas o primeiro compromisso que temos é com a vida dos cidadãos. Após tomarmos essa decisão, buscamos a unificação com os demais municípios da região. Não faria sentido só nós tomarmos medidas mais duras. Enquanto Amurel, podemos fortalecer o combate ao novo coronavírus”, destacou o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli. 

Grão Pará, Gravatal e Braço do Norte contra a maré  
Alguns prefeitos demonstraram descontentamento com o Governo de Santa Catarina. O prefeito Marcinho, de Grão Pará, após analisar a situação no município, declarou estar contra a decisão. “Nós não temos culpa. Isso é responsabilidade do Governo do Estado. Nossos comerciantes não precisam pagar e sofrer por isso”, enfatizou Márcio. Quem também decidiu pelo não fechamento foi o prefeito de Braço do Norte, Roberto Kuerten Marcelino. “Será que não vamos criar outro problema?”, questionou.

Imbituba em cima do muro 
“Ninguém quer fechar comércio de ninguém. Precisamos ver qual a melhor medida para enfrentarmos essa situação. Como médico, tenho procurado conhecimento técnicos, novos estudos. Sabemos que a grande maioria serão casos assintomáticos e a minoria vai precisar das UTIs. O que pode ser feito hoje e é comprovado é o distanciamento social. A medida adotada deve ser a partir disso. Precisamos salvar vidas e manter a economia. Por isso devemos estabelecer uma quarentena”, declarou o prefeito de Imbituba, Rosenvaldo Júnior.

Qual a diferença entre lockdown e quarentena? 
O lockdown é uma paralisação total dos fluxos e deslocamentos, sendo autorizada apenas serviços essenciais: supermercado, farmácia e hospitais. Já a quarentena restringe o acesso ou circulação de pessoas que foram ou podem ter sido expostas ao vírus. Pode ser um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde, por exemplo.