Principal SAÚDE “Nosso sistema hospitalar continua o mesmo”, revela o presidente da Amurel Rosenvaldo Junior
“Nosso sistema hospitalar continua o mesmo”, revela o presidente da Amurel Rosenvaldo Junior

“Nosso sistema hospitalar continua o mesmo”, revela o presidente da Amurel Rosenvaldo Junior

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O editor-chefe do Noticom, Nilton Veronesi, conversou com o presidente da Amurel e prefeito de Imbituba, Rosenvaldo Junior, sobre a situação hospitalar e comunicação entre as cidades e o Governo de Santa Catarina. Veja, na íntegra, e entenda o porquê da região ainda estar praticamente com o mesmo número de leitos de UTI.

O que o preocupa mais com a falta de atenção em relação aos leitos de UTI na região?

“Nós temos essa preocupação enquanto gestor público, médico e cidadão. Hoje a situação da nossa rede hospital que levantamos nesta quarta-feira (6) está controlada. Nosso temor é pelas próximas semanas, pois se houver um número grande de internações de pacientes graves, nosso sistema hospitalar continua o mesmo, bem como praticamente o número de UTI. Podemos passar por problemas e não conseguir atender toda a população”.

Todos os chefes de executivos que o Noticom tem entrado em contato, alegam da dificuldade entre a comunicação do estado e do município. Como está a condição em Imbituba?

“Antes da pandemia já havia uma dificuldade de diálogo com o Governo. Em um momento de crise, que você precisa adotar medidas extremas, como o fechamento de comércio e outras atividades, é um período que precisamos estar mais próximos. Nesta quarta-feira (6), levantamos com os diretores de hospitais que participaram da nossa reunião virtual, como está a situação. Nós tivemos um aumento de dez leitos no HNSC, antes havia 30, agora, então, são 40 unidades. Destes, 20 ficaram destinados ao COVID-19, e o único implemento concreto que temos na região”.

Essa autorização dos leitos depende do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde de Santa Catarina? O que falta para eles começarem a funcionar?

“Nós temos duas frentes de trabalho para que a gente possa ter direitos implementados na nossa região.O primeiro passo é a gente tem montado nos hospitais os equipamentos, toda a estrutura necessária para UTI com respiradores aspiradores, monitores, com equipe médica e de enfermagem para trabalhar. Nós precisamos primeiro do equipamento montado. A segunda a gente precisa da habilitação do Ministério da Saúde dizendo que nós podemos realmente funcionar para poder custear esse funcionamento”.

Você tem conversado com os presidentes de associações de outras regiões, eles estão com esse mesmo problema ou o caso é específico para nossa região?

Não esse problema acontece com outras associações, inclusive houve uma manifestação também oficial da Federação Catarinense de Municípios (FECAM). Então, com relação a esse problema, são todas as regiões do Estado.