Principal Últimas Em Destaque No Dia Mundial da Bicicleta, a importância dada aos ciclistas é pífia
No Dia Mundial da Bicicleta, a importância dada aos ciclistas é pífia

No Dia Mundial da Bicicleta, a importância dada aos ciclistas é pífia

0
0

Dia 03 de junho é a data que faz alusão a um dos veículos mais tradicionais do mundo: a bicicleta. Segundo dados divulgados pelo IPEA, em 2018, existem mais bikes no Brasil que carros. Número óbvio se analisarmos os valores de cada um.

No começo do ano o Governo Federal tentou dar um “gás” no setor, diminuindo a alíquota de impostos federais sobre as bicicletas, porém, menos de um mês depois, a redução de que seria de 15%, foi de apenas 3,5%. Fato que frustrou o setor. Em nota, a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), que conta hoje com mais de 110 associados entre fabricantes e montadores, distribuidores, importadores e lojistas, se posicionou favoravelmente a uma diminuição drástica na tributação das bikes. “Todas as medidas que ampliem o acesso de brasileiros e brasileiras a bicicletas melhores e mais baratas. Em linha com este princípio, reduzir a carga tributária do setor de bicicletas é um passo importante para tornar as bicicletas mais acessíveis à população”, explicou em nota a associação.

Em Tubarão, a realidade não é diferente do restante do Brasil. Se fala muito em mobilidade urbana e pouca importância é dada aos usuários de bicicletas, haja vista que o básico não é feito. O plano diretor que se preocupa excessivamente com número de vagas em garagem, por exemplo, não contempla bicicletários em centros executivos com rotatividade gigante de pessoas.

EJB, Center Park, Minas Centar, Francalacci, enfim, são dezenas de prédios executivos na região central de Tubarão que não possuem um espaço público para os ciclistas deixarem suas bikes com tranquilidade. Aí acontece o que vemos nas fotos, bicicletas acorrentadas em postes e placas. A várzea das várzeas. Temos oito agência bancárias no Centro, que também não possuem bicicletários públicos. Uma sugestão: porquê não converter as multas da “Lei dos 15 Minutos” dos bancos, em medida compensatória para construção destes espaços?

Com as devidas proporções respeitadas, a Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Banco Itaú, executou o programa “Estação da Bike”, que consiste num serviço de bicicletário que opera de segunda a segunda, das 4h à 1h, em horário mais extenso que o do metrô, o que ajuda na intermodalidade. As bicicletas ficam guardadas em área restrita, de forma segura. Para utilizar o espaço deve ser feito um breve cadastro pessoal e da bicicleta no próprio local, bastando para isso apresentar o CPF.

Em parceira com o Banco Itaú, Prefeitura de São Paulo executou o programa “Estação da Bike”.

Penso que antes de ideias mirabolantes, como ciclovias em pontes e avenidas – que são necessárias, mas a execução dependem de mais grana – a implantação de espaços públicos para os ciclistas deixarem suas bikes é algo mais palpável, de simples execução, e dará um excelente resultado para a mobilidade urbana de Tubarão.

Não dá pra pensar em algo grande, se o simples não é feito. Enquanto isso, continuamos com a várzea na região central, que são as bicicletas amarradas em postes e placas. Convenhamos, pra ser uma várzea precisa melhorar muito. É ridículo.