Principal Blog Nilton Veronesi “Não precisamos de aplausos, queremos valorização”, clamam profissionais de saúde
“Não precisamos de aplausos, queremos valorização”, clamam profissionais de saúde

“Não precisamos de aplausos, queremos valorização”, clamam profissionais de saúde

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Ocorreu na manhã desta segunda-feira (05), em frente à policlínica, uma manifestação de profissionais de saúde de Tubarão, predominantemente de enfermeiros e técnicos de enfermagem, que reivindicavam valorização financeira.

A criação de uma comissão pela prefeitura, que dá aos seus sete membros uma gratificação a partir de R$2.400 mensais, foi o estopim para a justa revolta. Esse grupo de servidores, indicados pelo executivo, terão como objetivo fiscalizar e monitorar ações de combate à Covid-19. Porém, outras frentes de trabalhadores, como o COEMS (Centro de Operações de Emergência Municipal em Saúde), já realizam essas tarefas, sem onerar o cofre do município.

No programa Papo Café desta manhã, a enfermeira Mônica de Menezes, concursada desde 2008, explicou o motivo do manifesto. “Com a aprovação da PL semana passada nos sentimos ainda mais desvalorizados. Estamos indo pro segundo ano sem reajuste salarial. Damos a cara a tapa todos os dias, atendendo a população, e de repente aparece um projeto que beneficia pessoas que não estão. Isso dói muito na gente”, explicou a profissional.

Outra questão levantada pela classe é que para serem “emprestados” ao HNSC, a Prefeitura de Tubarão ofereceu um bônus de R$500, valor bem menor que a indecorosa gratificação.

“Não precisamos somente de aplausos, precisamos de respeito”, “valorização já”, foram algumas das mensagens nos cartazes dos servidores.

Cinco vereadores votaram contra a criação da comissão: Ritinha e Jean, do PSD; Thiago Zaboti, do PSL; Felippe Tessmann, do PSC, e Zé Luiz Tancredo, do MDB. O restante foi conveniente com tal desrespeito ao erário público.

Convenhamos, com esse número excessivo de comissões, afinal esta criada não é a única, não tem justificativa para as prefeituras da Amurel não darem algum tipo de bônus a todos os profissionais da linha de frente de combate à pandemia, que atendem diretamente à população. O problema é que tal dispositivo está servindo como complemento salarial de compromissos políticos, já que até o dia 31 de dezembro, por lei federal, salários não podem ser reajustados e os holerites estão abaixo da pretensão de alguns.

Enquanto isso, as “Casas do Povo” continuam enxergando uma realidade paralela a que vivemos, aprovando projetos olhando pra meia dúzia de umbigos.