Principal Blog Nilton Veronesi Moisés joga “nova política” no lixo ao abraçar Maia
Moisés joga “nova política” no lixo ao abraçar Maia

Moisés joga “nova política” no lixo ao abraçar Maia

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O debate político é inerente a democracia. Cada um defende no que acredita. Na política partidária o discurso é indispensável. Hoje, mais do que nunca, aquele que faz o contrário do que fala, acaba rodando nas urnas nos pleitos seguintes.

O governador Carlos Moisés (PSL), já no comecinho do mandato, se colocou contra ideias defendidas pelo seu principal cabo eleitoral nas eleições de 2018, podemos dizer general eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro. Ou alguém acha que  comandante se elegeria sem esse rótulo? É uma posição pessoal, precisa ser respeitada.

Porém, neste final de semana, o “comandante” pisou feio na bola. Se juntar a governadores – maioria de esquerda – e abraçar solidariamente o deputado federal Rodrigo Maia (DEM) joga o principal discurso de campanha no lixo: o da nova e velha política. Moisés perdeu a oportunidade de se mostrar independente e contra o que há de mais sujo na política brasileira. 

Aplausos ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), que criticou práticas antidemocráticas, nem por isso se pôs em defesa dos chefes do Congresso.

Neste episódio, algo precisar ser levado em consideração. Maia e Alcolumbre só são presidentes da Câmara e do Senado graças ao apoio de Bolsonaro e do, até então, seu PSL. Aliás, seu Ministro da Casa Civil há época, Onyx Lorenzoni, tinha carta branca para negociar com o Congresso.

Quem acompanha minhas redes sociais sabe que sempre coloquei o DEM como o “New MDB”. Dito e feito.