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Jaguaruna poderá realizar trabalho paliativo na Barra do Camacho

Jaguaruna poderá realizar trabalho paliativo na Barra do Camacho

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Pescadores se reuniram nessa segunda (4) com o prefeito de Jaguaruna, Laerte Silva, para discutir soluções da Barra do Camacho, que precisa ser desassoreada. O trabalho já foi aprovado, 14 empresas se mostraram interessadas na licitação e documentos seguem sob avaliação para dar o pontapé na obra.

No entanto, até que os trabalhos sejam iniciados, os pescadores não conseguem trabalhar e cogitam pescar no Rio Grande do Sul. “Sabemos da situação difícil desses trabalhadores. Em maio, já foi feito um serviço paliativo na barra. Caso a licitação se estenda por mais 60 dias, a prefeitura mesmo irá novamente fazer um novo trabalho antes do desassoreamento”, fala Laerte.

O investimento para desassorear a Barra do Camacho, que segue em licitação, será superior a R$ 10 milhões, por meio de um convênio entre o município e o governo do Estado. O projeto foi elaborado em parceria com a Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) e, após ser conhecida a empresa que fará o serviço, a obra deve estar pronta em até um ano.

Para realizar o desassoreamento, será preciso efetuar a dragagem para a retirada de aproximadamente 200 metros cúbicos de areia da Barra do Camacho e a construção de um enrocamento, que são barreiras de pedras dos dois lados do canal da lagoa até o mar.


O canal que liga a lagoa de Jaguaruna até o mar está seco devido ao acúmulo de areia, o que impede a circulação de peixes que reproduzem na lagoa, causando a morte de algumas espécies e prejudicando a prática da pesca. Na região de Jaguaruna, aproximadamente 1,5 mil famílias são sustentadas por pescadores da Barra do Camacho. A obra no canal vai refazer a ligação da lagoa com o oceano por meio da barra.


Serviço já foi feito em maio


Em maio, a prefeitura colocou máquinas para realizar um novo trabalho paliativo no local. Dias antes, pescadores e moradores munidos de enxadas e outros equipamentos protestaram no local.

Com informações do Diário do Sul e Sul Agora