Principal SAÚDE Doações de sangue não devem parar com a pandemia
Doações de sangue não devem parar com a pandemia

Doações de sangue não devem parar com a pandemia

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Com a pandemia do novo coronavírus, os bancos de sangue mundiais  apresentam, na maioria, uma diminuição nos estoques de bolsas. Diante dessa necessidade, a Organização Mundial de Saúde e seu diretor- executivo Tedros  Adhanom Ghebreyesus, publicaram recentemente nas redes sociais, uma série de apelos por doação constante de sangue.

“Nossa mensagem é: continue doando sangue e salvando vidas. Doar [sangue] durante a disseminação da Covid-19 é seguro, dado o distanciamento social e o respeito à medidas de higiene”, afirmou.

Situação que se repete em Tubarão e em várias partes do Brasil, que segundo o Ministério da Saúde (MS), os postos de coleta de sangue registram uma diminuição de 30% dos estoques, embora a necessidade de transfusões tenham apresentado aumento significativo, mas qual a importância de se doar sangue atualmente?

A hematologista, hemoterapeuta do Complexo Médico Pró-Vida, Dra. Maria Zélia Baldessar, esclarece que não importa o tempo ou as condições sanitárias, doar é sempre uma atitude necessária, de solidariedade, cidadania e amor.“Como sabemos, o sangue é um tecido vivo, essencial a vida e não há substituto. Todos os dias acontecem centenas de acidentes, cirurgias e queimaduras violentas que exigem transfusão, assim como os portadores de hemofilia, leucemia e anemias. Além disso, doar sangue é um ato simples, tranquilo e seguro que não provoca risco ou prejuízos à saúde. Se cada pessoa saudável doasse sangue espontaneamente pelo menos duas vezes ao ano, os estoques seriam suficientes  para atender toda população. Por isso a doação espontânea e periódica é fundamental. Uma única doação de sangue pode salvar várias vidas”, alerta a médica.

As causas da baixa dos estoques, em parte, podem ser explicadas pelo receio da população de se expor ao risco de contrair o SARS-CoV-2, e ser contaminado pela Covid-19. “Os hemocentros são seguros. Todos os cuidados são redobrados para segurança, tanto do doador como para os que receberão o sangue, seja nos hospitais ou até mesmo no próprio local de coleta”,  destaca Dra. Maria Zélia.

Quem pode doar sangue durante a pandemia?
Todos que preencham os critérios definidos pela MS:

– Ter idade entre 18 e 69 anos, 11 meses e 29 dias;
– Doadores com idade de 16 e 17 anos de idade, são aceitos para doação mediante a presença e autorização formal dos pais e/ou responsável legal;
– O limite de idade para a primeira doação é de 60 anos;
– O candidato à doação deve estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados no corpo;
– Pesar acima de 50 kg (com desconto de vestimentas);
– Ter repousado bem na noite antes da doação;
– Não ter usado bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas.

Quem não pode doar sangue durante a pandemia?
Não podem doar quem tem ou teve as seguintes doenças:

Hepatite após os 11 anos de idade; Lepra (Hanseníase); Hipertireoidismo e tireoidite de Hashimoto; Doença autoimune; Doença de Chagas; AIDS; Problemas cardíacos (necessita avaliação e declaração do seu cardiologista); Diabetes; Câncer; fez ou faz uso de algumas drogas ilícitas nos últimos 12 meses; mantém relações sexuais de risco; Gestantes ou mulheres que amamentam bebês com menos de 12 meses; Teve contato sexual com parceiro ocasional/eventual nos últimos 12 meses.

“Em tempos de coronavírus, não podem doar sangue pessoas que foram infectadas pelos vírus Sars-CoV-2, inaptas pelo período de 30 dias após a completa recuperação, assintomáticas e sem sequelas que contraindiquem a doação; pessoas que tiveram contato nos últimos 30 dias com pessoas infectadas, pessoas que permaneceram em isolamento voluntário ou indicado por equipe médica devido a sintomas de possível infecção, inaptas pelo período que durar o isolamento, de no mínimo 14 dias e se estiverem assintomáticos. Mas apesar das restrições, aos demais, a doação de sangue é sempre um gesto simples e de muito amor”, completa a hematologista, hemoterapeuta.