Principal GERAL Depois de Laguna, setor de eventos vai a Florianópolis pedir pela retomada imediata das atividades
Depois de Laguna, setor de eventos vai a Florianópolis pedir pela retomada imediata das atividades

Depois de Laguna, setor de eventos vai a Florianópolis pedir pela retomada imediata das atividades

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O setor de eventos é uma das poucas atividades econômicas que ainda não retornaram ao trabalho. Alguns profissionais do segmento estão parados desde o mês de março, quando iniciou a pandemia em Santa Catarina. Após seis meses sem trabalhar, o setor iniciou nos últimos dias, na região Sul do Estado, uma sequência de protestos.

O primeiro ocorreu na última terça-feira, dia 22, e percorreu a avenida Centenário, em Criciúma. O segundo foi na tarde desta sexta-feira, dia 25. Em carreata pela BR-101, o grupo saiu de Passo de Torres e se dirigiu até Laguna, onde houve uma concentração e novos manifestações. Agora, o objetivo é ir a Florianópolis debater o assunto com o Governo de Santa Catarina.

“Estamos protestando, mas nada muda. Na próxima quarta-feira temos uma reunião marcada com Secretaria de Estado da Saúde. Esperamos que eles nos escutem. Queremos que todos os setores ligados aos eventos sejam liberados para trabalhar”, contou a empresária de festas e locações, Daiane Savi. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) publicou recentemente duas portarias que definem regras para a retomada de eventos sociais (casamentos, formaturas, aniversários e afins) e também de casas noturnas e shows.

No caso dos eventos sociais, o retorno só será permitido caso a classificação de risco da região onde ocorrerá a confraternização esteja na cor amarela (risco alto). Atualmente só a região Oeste de Santa Catarina está nesta condição. Já para casas noturnas e show, a liberação só ocorrerá onde a classificação da região estiver no nível moderado (cor azul).

As regras para a retomada de shows e das casas noturnas foram anunciadas pelo Governo do Estado no momento em que ocorria o protesto na BR-101. A notícia provocou ainda mais indignação nos manifestantes. Hemerson Prisma é proprietário de casas noturnas e rechaçou as medidas publicadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Um dos regramentos determina, por exemplo, que as pistas de dança “serão ocupadas por mesas dispostas a 1,5 metros de distância entre si, ficando proibida a dança”.

“A portaria tornou a volta dos eventos impossível. Nas entrelinhas destas regras, o Governo do Estado está dizendo que quando o coronavírus colocar a roupa dele dentro de uma mala e voltar para a China a gente vai poder trabalhar. Nós acabamos de entrar na classificação de risco de cor laranja e eles querem liberar somente na cor azul para começar com protocolos. E outra: uma balada sem poder dançar?”, questionou Prisma.

Algumas das medidas são para os eventos são: garantir controle de entrada, aferir temperatura de cada pessoa, a utilização de máscara nas dependências do estabelecimento, o distanciamento social, com espaços demarcados, além de disponibilizar pontos estratégicos do estabelecimento com álcool em gel, medidas de proteção e fornecer constante higienização. Ficam proibidas, igualmente, realizar atividades promocionais que possam causar aglomerações, como ingresso liberado ou promoção de bebidas.