Principal GERAL Confiança do consumidor cresceu em 2018, mas permaneceu abaixo da média
Confiança do consumidor cresceu em 2018, mas permaneceu abaixo da média

Confiança do consumidor cresceu em 2018, mas permaneceu abaixo da média

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Uma pesquisa nacional realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que a confiança do consumidor brasileiro cresceu após a definição das eleições. O estudo indica que a confiança passou de 40,9 pontos em dezembro de 2017 para 45,8 pontos, em dezembro de 2018, variação de 12%. Apesar do aumento, o índice permanece abaixo da média: a escala vai de 0 a 100, o que indica pessimismo da maioria.

A confiança mostrou reação logo após o segundo turno das eleições. Passou de 42,3 pontos em outubro, quando foram realizadas as votações, para 46,2 pontos em novembro, quando já se sabia quem seriam os mandatários. A definição dos nomes que vão comandar o país, os estados e compor os parlamentos federal e estaduais diminuíram o clima de incerteza da população.

Apesar do recuo do pessimismo, 72% dos brasileiros avaliam a economia nacional de forma negativa. As principais razões apontadas são o desemprego elevado (63%), a inflação (59%), alta na taxa dos juros (38%), e alta do dólar (25%). Para 25%, a economia é avaliada como regular e apenas 2% consideram como boa.

O consumidor é mais otimista quando avalia o seu próprio desempenho financeiro. Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros acreditam que sua situação econômica é ruim, 47% consideram regular, e 12% consideram boa. A maioria diz que o quadro está negativo devido ao baixo poder de compra dos trabalhadores, seja pela alto custo de vida, citado por 55% dos entrevistados, quanto pelo desemprego, citado por 40%.

“Mesmo diante de uma situação em que a maior parte dos consumidores avalia como ruim, as boas expectativas se mantêm para o futuro. Mas, para que a retomada da confiança se consolide, será preciso que o consumidor sinta alguma melhora no momento atual, com o aumento da oferta de vagas de emprego e o avanço da sua renda”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Custo de vida é a principal queixa

A sondagem também mostra que o desemprego continua sendo uma das grandes preocupações dos brasileiros. Os dados revelam que quatro em cada dez consumidores (41%) afirmaram ter ao menos um desempregado em sua residência. Além disso, 66% dos brasileiros que trabalham temem, em algum grau, serem demitidos, ante 34% que disseram não ter esse risco.

O que mais tem pesado na vida financeira familiar é o custo de vida, ponto citado por pouco mais da metade (51%) dos entrevistados. Desde o início do ano passado, essa tem sido a principal queixa dos brasileiros. Em seguida aparece falta de emprego (18%), endividamento (14%) e queda dos rendimentos (10%).

Em uma avaliação sobre aumento dos preços, a conta de luz foi o serviço em que mais se notou aumento dos preços, mencionada por 89%. Uma fatia muito próxima (88%) citou alta nos produtos comprados em supermercados, enquanto 80% destacou o valor dos combustíveis e 75% os artigos de vestuário.