Principal Blog Nilton Veronesi Colombo: “a última coisa que deve ser feita é um hospital de campanha”
Colombo: “a última coisa que deve ser feita é um hospital de campanha”

Colombo: “a última coisa que deve ser feita é um hospital de campanha”

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Em um áudio que viralizou na internet, o ex-governador Raimundo Colombo fez críticas ao hospital de campanha, que será montado em Itajaí, pelo Governo do Estado. Ele disse que um protocolo, reconhecido pela ONU, poderia ter sido seguido, antes de se pensar em uma estrutura provisória.Transcrevemos a fala de Colombo.

“Nós temos um protocolo concluído em 2017, com reconhecimento e premiação da ONU, realmente é um documento muito bem feito. Esse protocolo foi renovado em 2019, então é de conhecimento do atual governo e nos procedimentos deste protocolo, a última coisa que é feita, a última medida, é um hospital de campanha. A primeira medida é otimizar o que se tem, transformar os leitos normais em leitos de UTI. Por exemplo, o Hospital de Florianópolis tem 10 leitos de UTI e 50 leitos normais, para recuperação de pós operatório ou de doenças que não são tão graves. Transfere esses pacientes para hospitais normais e tem a possibilidade de ficar com 60 leitos de UTI. Ali já tem oxigênio, as paredes já estão prontas, é muita rápida essa operação. Se fizer isso em todas as regiões, em todos os hospitais, você vai ver como se multiplica e ganha em escala para fazer frente a essa pandemia. O segundo movimento, é fazer os hospitais públicos e privados, que estão ociosos ou não utilizados. Cito outro exemplo. O hospital de Lages tem um grande número de leito de UTI, têm 20 aparelhos respiradores, tão procurados no mundo inteiro, tomografia, ressonância, tudo zero quilômetro, encaixotado. Essa unidade está 99% pronta, as obras foram paradas inexplicavelmente, pois tem dinheiro de financiamento, há dois anos. A mesma coisa o Hospital Marieta Konder Bornhausen, que fica a cinco minutos a pé, onde pensam montar o hospital de campanha em Itajaí (pavilhão Marejada). A mesma coisa vale pro hospital de Chapecó. O Estado pode assumir um hotel, transformar em hospital, em emergência. Ali já tem quarto, cama, banheiro individual e os pacientes de menor risco podem ser levados para esses locais. Com essas medidas se teria uma multiplicação extraordinária de leitos de UTI. O hospital de campanha pode ser feito sim. Agora surgiram fatos novos, graves, e precisam explicar o custo. Ninguém vai conseguir explicar esse custo, essa proposta e a forma que foi contratada. Passou a ter um problema mais grave ainda”.