Principal SEGURANÇA Capivari de Baixo passa a ser fiscalizado por câmeras de videomonitoramento
Capivari de Baixo passa a ser fiscalizado por câmeras de videomonitoramento

Capivari de Baixo passa a ser fiscalizado por câmeras de videomonitoramento

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Um projeto pioneiro foi lançado em Capivari de Baixo pela 8ª Região de Polícia Militar (RPM). O objetivo é a diminuição dos acidentes e o incentivo maior ao respeito à legislação de trânsito. O projeto possibilitará a fiscalização das ruas 24 horas por dia por meio do sistema de videomonitoramento, em conformidade com o Código de Trânsito e Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

As 20 câmeras já estavam instaladas desde 2015 por meio do Projeto Bem-Te-Vi, cujo objetivo é direcionado mais para o lado criminal, como prevenir a ocorrência de furtos e roubos e auxiliar nas investigações e identificação de criminosos e veículos. O equipamento utilizado possui campo de visão de 360º na horizontal e 90º na vertical, com magnificação ótica de 20 vezes e captação de imagem em alta resolução. De acordo com o comandante do Pelotão de Capivari, primeiro tenente Alan Pereira Wiggers, o projeto continuará normalmente, apenas receberá um segundo propósito, sem custo adicional ao Estado.

Ainda segundo Wiggers, está na fase inicial, ou seja, na divulgação desta nova modalidade de fiscalização à população. O Código de Trânsito estabelece como único critério para multar por videomonitoramento a sinalização por meio de placas, tanto antes, quanto depois. Apesar disso já ter sido feito há algumas semanas, nenhuma multa foi realizada ainda. “Não queremos colaborar com uma indústria de multas. Meu objetivo é diminuir os acidentes de trânsito e infrações cometidas”, esclarece o comandante.

A ideia surgiu justamente por essa ser a maior demanda da PM na cidade. Em 2017, foram 320 acidentes, sendo quase um terço com sequelas. O número segue a média nacional, que é também o dobro da mundial. “Infelizmente as pessoas ainda precisam se sentir vigiadas para tomarem a decisão certa. Quando há blitz, o motorista rapidamente põe o cinto, coloca as duas mãos no volante, se endireita. Mas esperamos que com o tempo elas percebam que estamos vigiando em tempo integral e que haverá consequências”, ressalta. Enquanto a reportagem estava na central, foi possível observar diversos condutores estacionar em cima de faixas, ou então não parar para pedestres, além de ultrapassagens perigosas.

Nas primeiras duas semanas de abril acontecerão as blitz educativas, na entrada e saída da cidade, e nas duas avenidas principais, onde os motoristas serão parados e informados sobre como funcionará o monitoramento. A ideia é também distribuir uma cartilha com informações sobre as principais infrações cometidas e sobre o Código de Trânsito. Apenas depois disso, as notificações serão aplicadas.

Parte do projeto contou com o apoio da Administração Municipal. Por solicitação do Pelotão, as faixas de pedestre, lombadas e sinalizações horizontais nas pistas serão pintadas. A licitação já foi realizada e os trabalhos devem iniciar em breve.

Como funcionará a fiscalização

Vale ressaltar que a fiscalização será apenas por infrações de circulação, ou seja, estacionar em lugares proibidos, como em cima da calçada, não parar na faixa de pedestre e ultrapassar em faixas amarelas. Diferente dos radares que ficam nas rodovias, por exemplo, o trabalho não será automático. Por trás dos monitores há dois agentes que monitoram a cidade. Assim como se estivessem na rua, a notificação será cadastrada no tablet por meio do sistema da Polícia Militar, a multa sairá na impressora térmica portátil e depois enviada para casa do condutor.

Uma captura da tela será realizada para manter como controle e também como prova da infração. “Na verdade queremos oferecer o máximo de transparência à população. Sabemos que mesmo com as ações de conscientização, virão pessoas no quartel questionar a multa e queremos ter todas as ferramentas”, reforça Wiggers.

Foto: Noticom