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Aos 97 anos, morre ex-deputado Volney Collaço

Aos 97 anos, morre ex-deputado Volney Collaço

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O político de Laguna militou por diversas agremiações históricas durante o período conhecido como ‘República Nova’, como a UDN e PTB. Também foi procurador da República. A Alesc emitiu nota de pesar

Morreu em Florianópolis, na noite desta quarta-feira, 21, o ex-deputado estadual e ex-procurador da República em Santa Catarina, Volney Collaço de Oliveira. Como político, militou por diversas agremiações históricas durante o período conhecido como ‘República Nova’. A causa da morte não foi informada. 

Segundo o portal Agora Laguna, Volney nasceu em 1923, na cidade de Tubarão, foi ainda pequeno para Laguna, acompanhado da mãe Maria Elisa Collaço e do pai João de Oliveira, que também foi deputado e era jornalista. A mudança de cidade ocorreu porque o pai precisou continuar seu trabalho na imprensa em Laguna, onde manteria a publicação do jornal Correio do Sul até 1955. Volney era neto do militar João Luís Collaço, que foi parlamentar por quatro vezes e prefeito de Tubarão.

O lagunense foi estudante primário das escolas Jerônimo Coelho e secundarista do Colégio Batista (RJ), sendo que os estudos foram concluídos no histórico Ginásio Lagunense, em 1939. Era formado em Direito pela Faculdade Nacional de Direito.

Atuou no Rio de Janeiro – que ainda era capital federal – como defensor público entre 1948 e 1950. O projeto Memória da Política Catarinense, da Assembleia Legislativa (Alesc), registra que a vida política foi iniciada em 1946, quando ele tentou, sem sucesso, uma vaga para fazer parte da primeira legislatura na reabertura da Alesc, que ocorreu no ano seguinte.

A primeira candidatura foi pela União Democrática Nacional (UDN) e a segunda foi pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1950, sendo eleito com 2.417 votos. Foi presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina entre abril de 1951 e janeiro de 1952 e de abril de 1953 a janeiro de 1954. Nessa condição, era considerado vice-governador do estado.

O terceiro mandato veio em 1954, já no Partido Social Progressista (PSP). Ficando na suplência, foi convocado a assumir vaga na legislatura que se iniciava. Conquistou o quarto mandato em 1958 e assumiu também como suplente em 1965, filiado novamente à UDN. Essa foi a última eleição que ele participou.

Deixou a política para seguir carreira no Direito. Foi procurador da República (1972) e membro do Conselho Penitenciário e Procurador Regional Eleitoral, até se aposentar em novembro de 1990. Ele também publico três livros: ‘Assim os (e nós) defendemos’, editado em conjunto com o pai João de Oliveira, e ‘Opiniões e decisões na justiça eleitoral’ e ‘Ação do Ministério Público no processo eleitoral’.

Volney Oliveira era casado com Maria Elisabete Caliari Collaço de Oliveira. Teve duas filhas. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

Alesc emite nota de pesar

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-presidente do Parlamento catarinense, Volney Collaço, ocorrida na noite da última quarta-feira (21), em sua residência, na cidade de Florianópolis.

Nascido em Laguna (SC) em 4 de abril de 1923, Collaço formou-se bacharel em Direito pela Faculdade Nacional de Direito, em 1946, no Rio de Janeiro. Foi Defensor Público no Distrito Federal, quando a cidade carioca era a capital do País de 1948 a 1950.

De volta à Santa Catarina, o ex-parlamentar foi eleito para a segunda legislatura da Alesc, entre 1951 e 1955, pelo PTB. Neste período, presidiu a Casa em duas oportunidades: de 10 de abril de 1951 a 31 de janeiro de 1952 e de 10 de abril de 1953 a 31 de janeiro de 1954.

Suplente convocado para a terceira legislatura (1955-1959) pelo PSP, exerceu a 1ª Secretaria da Mesa Diretora. Eleito pelo mesmo partido no pleito seguinte, voltou a atuar como primeiro secretário em 1960. Dois anos depois, já pela UDN, ficou na suplência e foi convocado para assumir vaga na quinta legislatura (1963-1967). Após encerrar a vida partidária, foi o primeiro Procurador da República em Santa Catarina, em 1972, além de ter sido membro do Conselho Penitenciário e Procurador Regional Eleitoral. Sua dedicação em todas as funções que exerceu entra para a história de Santa Catarina.

Em colaboração com HCNOTICIAS