Principal Blog Nilton Veronesi Ainda cabe o Ponto Facultativo?
Ainda cabe o Ponto Facultativo?

Ainda cabe o Ponto Facultativo?

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Ponto facultativo é sempre uma questão polêmica e atinge essencialmente o funcionalismo público, pois, em geral, é a classe mais beneficiada. A discussão é válida, mas não podemos ficar bitolados a um só alvo. Evitar a polarização, dá discernimento ao debate.

Seria fácil – e ganharia muitos cliques – se fizesse uma postagem enaltecendo o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), que determinou que “feriado” de carnaval e Dia do Servidor Público serão dias úteis, a prefeitura da Terra do Carvão trabalhará integralmente durante os dias 15 e 16 de fevereiro, enquanto o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (Progressistas), fez o contrário e determinou ponto facultativo nestes períodos.

Por outro lado, em Criciúma é feriado tanto no dia da padroeira, quanto no aniversário do município. Em Tubarão, apenas o Dia de Nossa Senhora da Piedade é feriado.

Primeiro de tudo, carnaval não é feriado nacional. Em algumas regiões que as “Festas de Momo” são muito tradicionais, governos estaduais ou municipais estipulam se cabe ou não a paralisação.

O ponto da discussão, na minha avaliação, é mais amplo.

Governo do Estado não dá exemplo.

Congresso Nacional não dá exemplo.

Alesc está desde 22 de dezembro sem as sessões, só com expediente interno, enquanto a reforma da previdência do estado está na mais funda gaveta do parlamento.

Judiciário mesmo é uma vergonha.

Sou totalmente contra o ponto facultativo. Assim como sou contra os meses de recesso/férias EXAGERADOS do judiciário. Um juiz têm 60 dias de férias. SESSENTA DIAS, MAIS RECESSO. Assim como sou contra a inércia do Congresso, que adora emendar um feriado e chegou, por exemplo, a 12 dias no carnaval.

Seria ótimo se nossos governantes tivessem uma visão mais empreendedora/empresarial. Até mais humana. Mas estamos no Brasil, minha gente. Somos governados por pessoas que nunca tiveram um CNPJ na vida. Não sabem o sacrifício que é fechar uma folha de pagamento no 5º dia útil e manter a regularidade fiscal da empresa em dia. A grande maioria, antes de fechar o mês, já está com o “cascalho” na conta.

Então, bora trabalhar, pois temos que trabalhar cinco meses, em um ano, só para pagar essas mordomias todas.

Brasil – il – il!