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A história mostra, teremos polarização em 2022, exceto se…

A história mostra, teremos polarização em 2022, exceto se…

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Dei uma olhada nos números de eleições anteriores no Brasil. O TRE disponibiliza os números e um fator me chamou a atenção, algo que é muito falado nos dias de hoje: a polarização. Sempre houve, na maioria dos pleitos ao executivo.

Desde 1982, as eleições em Tubarão são polarizadas. Quando grupos políticos se dividiam, uma terceira via surgia, como foi o caso da eleição dos prefeitos Genésio Goulart (PMDB) e Olávio Falchetti (PT). Tirando esses pontos fora da curva, sempre duas forças se destacavam.

Eis alguns exemplos.

Em 82, Miguel Ximenes (PMDB) e Irmoto (PDS) fizeram 67% dos votos. Deu Ximenes.

Em 88, Soratto (PFL) e Beto Tournier (PMDB) somaram 87% dos votos. Deu Soratto.

Em 92, Miguel Ximenes (PMDB) e Irmoto Feuerschutte (PDS) fizeram 88% dos votos válidos. Deu Irmoto.

Em 96, Genésio Goulart e Rodrigo Althoff (PMDB/PFL) fizeram 44,7%. Carlos Stupp e Hudson Dandolini (PSDB), 27,47%. Paulinho May e Zé Santos(PDT/PPB), 23,63%. Percebam, a força política que não rachou, ganhou a eleição.

Em 2000, Stupp (PSDB) e Genésio (PMDB) fizeram 90% dos votos válidos. Deu o tucano, com a menor diferença entre os dois primeiros candidatos, na história de Tubarão. Foram apenas 299 votos.

Em 2004, Carlos Stupp (PSDB) e Amilton Lemos (PMDB)somaram 88% dos votos válidos. Deu Stupp.

Em 2008, Doutor Manoel Bertoncini (PSDB) e Genésio Goulart (PMDB) somaram 80%. O médico venceu a eleição.

Em 2012, mais uma divisão de forças e Olávio Falchetti (PT) venceu o pleito com 44,54% dos votos válidos. Edinho Bez (PMDB) fez 23%. Stupp (PSDB) 18%. E Pepê Collaço (PSD) 13%.

Em 2016, Joares Ponticelli (PP) e Carlos Stupp (PSDB) somaram 62% dos votos. Ponticelli venceu o pleito.

E em 2020, Ponticelli (PP) e doutor Cristiano (MDB) somaram 81%. O progressista se reelegeu, com a maior para o segundo colocado da história.

Desde 1989, com o advento do 2º turno a situação não muda. A briga sempre ficou entre PSDB e PT, tirando as vitórias de Fernando Collor e Jair Bolsonaro.

Só os “votos ruins” (abstenções, brancos e nulos), que são aqueles não contabilizados, podem mudar os rumos das eleições de 2022. Foram 42 milhões de pessoas que deixaram de escolher um candidato em 2018. A efeito de comparação, o segundo colocado, Fernando Haddad (PT), fez 47 milhões.

As bases da esquerda e do presidente estão bem consolidadas, ou seja, teremos polarização sim. Se as eleições fossem hoje, Bolsonaro e Lula levariam mais de 60% dos votos válidos. Salvo algum efeito adverso do atual governo; o surgimento de um candidato “anti PT”, com envergadura política, que faça os “votos ruins” irem às urnas e ainda roube uns votinhos do presidente Bolsonaro, a história mostra que a tal 3ª via não vingará nas eleições de 2022.

Pra mim, hoje, só três nomes podem evitar uma polarização: Danilo Gentili, Sérgio Moro ou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO). Repito: isso se conseguirem levar os 42 milhões de brasileiros que deixaram de votar às urna, o que é muito difícil de acontecer. Diria que é quase impossível.