Principal ESPORTES PMT reclama de formato das seletivas regionais
PMT reclama de formato das seletivas regionais

PMT reclama de formato das seletivas regionais

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As lideranças da Fundação Municipal de Esportes de Tubarão estão descontentes com a forma de disputa das seletivas regionais, que dão vagas em competições estaduais em Santa Catarina. Quem pretende competir nos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, na Olesc e nos Jogos Abertos do Estado precisa vencer uma etapa inicial.

Até o ano passado, os três melhores de cada modalidade nas seletivas regionais avançavam às disputas em nível de Estado. Em 2018, apenas o campeão da seletiva alcança a vaga. “Sem contar que ficamos em uma chave muito forte, pois pegamos toda a região de Florianópolis, incluindo Bguaçu, Palhoça, São José, Antônio Carlos e a própria capital”, reclama Raphael Zabot, diretor de rendimento da FME da Cidade Azul. Além disso, o que mais chama atenção, segundo a Fundação, é o processo de seleção de outras regiões.

As cidades que ficam ao Sul de Tubarão competem em outra seletiva – mais fraca. “Criciúma ficou em uma região que ficou sem competição. Quase sempre classifica tudo o que disputar”, conta Rapha. O processo e definição acontecem, conforme a Fesporte, de acordo com as Agências de Desenvolvimento Regionais, órgãos do governo do Estado. Como a ADR de Tubarão conta com a inclusão da antiga Agência de Laguna, por exemplo, a Cidade Azul, “se deu mal” no processo de seletivas. “Eles nem olharam. Tentaram separar de uma maneira que não gerasse custos, só que ficou ruim. Acho que poderiam analisar melhor isso aí. Antigamente não era tão ruim”, constata Zabot. Se de alguma forma a seletiva não mudar o critério regional, Raphael faz uma outra análise. “Pelo menos se continuassem dando três vagas seria um processo mais justo”, ressalta o servidor público municipal.

 

Prefeitura pede mudanças

As seletivas regionais acontecem no mês de junho. Algumas competições foram disputadas em Antônio Carlos, cidade que fica na região da Grande Florianópolis. E a conclusão do processo é simples: não é só Tubarão o reclamante. “Eu fui na seletiva dos Joguinhos em Antônio Carlos e conversei com um funcionário da Fesporte. Ele está de acordo com mudanças. Falou que é uma reclamação de todos os municípios, que querem mudar no ano que vem”, diz Rapha Zabot. “Complicado. Deixa uma equipe boa de fora da competição principal e vai uma menos qualificada porque pega uma região mais fraca”, lamenta.

 

Modalidades coletivas ficam devendo

Nas seletivas dos jogos coletivos, apenas o futsal conseguiu vaga para o nível estadual dos Joguinhos Abertos. “Esperava mais uma ou duas, mas infelizmente não deu”, admite Rapha Zabot. “Mas não foi incompetência, porque é praticamente uma final todo jogo”, explica. “Ninguém tem direito a perder, mas quem foi fez bonito”, conta, orgulhoso.

 

Esperança na próxima fase

O excelente desempenho de Tubarão no ano passado nos Joguinhos, Olesc e Jasc ainda é comemorado pela prefeitura de Tubarão. Entretanto, melhorar ainda mais é o objetivo para 2018. “Superar é uma tarefa difícil, mas vamos tentar. Nosso objetivo é chegar”, projeta Raphael Zabot. “Temos equipes fortes, principalmente individuais, que acabam gerando bastante pontos. Já no coletivo temos o futsal como principal modalidade”, revela Rapha. Em política pública, a manutenção do programa Bolsa Atleta é apontada como a principal esperança de mais medalhas e troféus. “Nossa perspectiva é boa, até porque fomos uma das única cidades que manteve o programa. Esperamos bons resultados”, conclui o diretor de rendimento da Fundação Municipal de Esportes da Cidade Azul.