Principal GERAL Tabagismo: um vício para ser combatido
Tabagismo: um vício para ser combatido

Tabagismo: um vício para ser combatido

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O Dia Mundial sem Tabaco, comemorado anualmente no dia 31 de maio, foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como um alerta sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo.

De acordo com a entidade, as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, Aids e malária juntas. A cada ano, cerca de 5,6 milhões de pessoas morrem por fatores atribuídos ao tabaco, o equivalente a dez pessoas por minuto.

Mais de 10% das mortes são de não fumantes, por inalarem fumaça de segunda mão. Para quem convive com fumantes, aconselha-se evitar ao máximo o contato com o cigarro, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. Em média é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.

“A insistência de tantas pessoas em seguir fumando, mesmo frente ao constante esforço dos meios de comunicação e profissionais da área da saúde em esclarecer a população, não deve ser interpretada como simples escolha. A nicotina presente no cigarro causa dependência, por meio de alterações químicas e comportamentais, em muito semelhantes às vivenciadas por dependentes de substâncias como cocaína e heroína. Portanto, o tabagismo tira a liberdade de escolha do indivíduo”, destaca o psiquiatra da Pró-Vida, Luiz Eduardo Wanrowsky Fissmer.

Ao parar de fumar, o tabagista experimenta uma série de sinais corpóreos e sensações desagradáveis, o que dificulta a tarefa de manter-se longe do cigarro, segundo o doutor Luiz Eduardo. “Atualmente dispõem-se de tratamentos que diminuem em muito e alteram a forma como o indivíduo experimenta as sensações causadas pelo abandono do cigarro. Tais tratamentos tornam a interrupção do tabagismo mais tolerável e, portanto, possível”, ressalta o psiquiatra.  

Entre as alternativas terapêuticas “pode-se citar o uso de gomas de mascar com nicotina por um tempo programado, fármacos sob a forma de comprimidos e psicoterapia. Mudanças comportamentais, como atividade física regular e uma alimentação saudável, são também essenciais nesse processo”, conclui.

Foto: Divulgação