Principal GERAL Outdoors com críticas à Unisul são espalhados por Tubarão
Outdoors com críticas à Unisul são espalhados por Tubarão

Outdoors com críticas à Unisul são espalhados por Tubarão

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Os tubaronenses que circularam pela cidade nesta terça-feira (29) puderam perceber três outdoors do Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão e Capivari de Baixo (Sinpaaet) direcionados à Unisul. Uma liminar bloqueou R$ 6,6 milhões da Universidade, na última segunda-feira (21), movidas pelo Sinpaaet e Sindicato dos Professores no Estado de Santa Catarina (Sinproesc), devido ao atraso dos salários dos colaboradores.

Na rua Padre Geraldo Spettmann e na avenida Marechal Deodoro foram colocadas as seguintes mensagens: “Adivinhe quem está animado com a venda da Unisul? Perdem os alunos, perdem os trabalhadores, perde a educação regional”, “Unisul, ‘5’ no MEC e ‘0’ em transparência? A comunidade merece saber tudo sobre a possível venda da Unisul” e “Vender a Unisul é virar as costas para a comunidade; Quem tem compromisso com a verdade, não chama venda de parceria”. Embaixo de todos também estava escrito “Com a palavra, a Reitoria”.

Em nota, a direção do Sindicato informou que não há acordo firmado entre o Sinpaaet e a Universidade sobre a ação de atraso de salário do mês de abril de 2018. “O bloqueio de contas da Unisul continua mantido, visto que hoje, dia 29 de maio, ainda há trabalhadores(as) que não receberam a integralidade do salário”, segundo o comunicado.

Também foi informado que a ação foi movida por não haver mais diálogo entre a Unisul e o Sinpaaet. “As negociações entre as entidades arrastavam-se sem êxito há algum tempo, sendo que os acordos firmados (pagamento dos salários atrasados, repasse das mensalidades do sindicato, pagamento das ações sentenciadas etc.) entre as partes não eram cumpridos por parte da Universidade”, conforme o Sindicato. Há outras ações ajuizadas pelo Sinpaaet, como execução da ação de atraso de salário – mora salarial, de atraso de salários de 2017 e do pagamento dos salários de junho e outubro de 2017, ainda em tramitação.

A Unisul já havia divulgado uma nota oficial para informar que na última quinta-feira (24) foi cumprida a decisão da Justiça do Trabalho de efetuar o pagamentos dos salários em atraso de abril de 2018 para os trabalhadores de Tubarão, Braço do Norte, Içara e Araranguá e de junho e outubro de 2017 para os da Grande Florianópolis. O pagamento foi estendido para os colaboradores que não são sindicalizados.

Em audiência realizada em Palhoça, na sexta-feira (25), a Universidade firmou acordo com o Sinproesc, “prevendo o pagamento – até o próximo dia 15 de agosto – dos salários remanescentes aos colaboradores da sua base (desta vez relacionado ao mês de abril de 2018), bem como encargos trabalhistas, eventualmente ocorridos entre 2017 e 2018”.

Já em Tubarão, o Sinpaeet não compareceu à audiência. “Por conta da ausência da representação sindical, a Unisul pediu a extinção da ação, considerando que cumpriu com o objetivo. A Universidade segue, permanentemente, à disposição do Sindicato e de todos os colaboradores da referida base territorial, para avançar nos diálogos e negociações”, concluiu a nota.

Foto: Divulgação