Principal GERAL Leite, frios, verduras e frutas começam a faltar nos mercados
Leite, frios, verduras e frutas começam a faltar nos mercados

Leite, frios, verduras e frutas começam a faltar nos mercados

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Com medo do desabastecimento, moradores da região da Amurel correram aos mercados para fazer estoque de alimentos e outros produtos. A greve dos caminhoneiros, que ocorre desde segunda-feira (21), fez com que os pedidos de estabelecimentos comerciais não chegassem no prazo estabelecido.

As principais comidas afetadas nesse primeiro momento são as que possuem validade curta, portanto exigem uma reposição diária. Derivados do leites, ovos, carnes in natura e alimentos frescos, como frutas e verduras, foram os primeiros a sumir das prateleiras. O próximos atingidos deve ser os mais básicos, como arroz e feijão.

O Mercado Júnior, localizado no bairro Dehon, em Tubarão, já está com o estoque baixo de alguns produtos, como o leite. “Não tem previsão para entregar mais. O nosso está acabando e entregar só quando acabar a greve. Filézinho de frango, coxa e sobrecoxa, essas coisas eu não tenho conseguido nem comprar. Os fornecedores não estão mais vendendo, nem estão com encarte de preço, está travado”, relata o proprietário, Angelo Manarim Júnior.

Por meio de nota, a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) informou que empresas filiadas reportaram, a partir desta quarta-feira (23), problemas de abastecimento de produtos rotineiramente entregues pelos fornecedores como consequência de bloqueios rodoviários.

​”Tendo em vista que os supermercados são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 85% das demandas de consumidores por produtos de alimentação, higiene e limpeza, a ACATS espera que haja um acordo​, em um curto espaço de tempo​, entre as autoridades e os representantes d​os caminhoneiros, a fim de que as lojas de supermercados catarinenses possam novamente ser abastecidas dentro da normalidade”, afirmou o comunicado​.

Ainda não há previsão de encerrar a greve já que não há consenso entre as exigências dos trabalhadores e o governo. Inclusive, outras classes, como os agricultores, comerciantes e a população de forma geral, aderiu aos protestos.

Foto: Otaviano Carvalho