Principal SAÚDE Hospital Santa Teresinha passa por reforma e contrata mais um plantonista
Hospital Santa Teresinha passa por reforma e contrata mais um plantonista

Hospital Santa Teresinha passa por reforma e contrata mais um plantonista

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O Hospital Santa Teresinha (HST) apresentou no final da tarde de ontem (16), em coletiva de imprensa, como funcionará a implantação do segundo plantonista na unidade. Uma importante reivindicação da comunidade, foi possível devido à união de forças e a aprovação dos associados da Cerbranorte, da liberação de R$100 mil mensais provenientes das sobras da nova Geradora.

O novo médico já atende desde o dia 7 de maio, mas uma série de adaptações estão sendo finalizadas para o melhor funcionamento do atendimento. “A comunidade deve estar ciente de que, assim como o primeiro plantonista, o segundo, irá funcionar da mesma forma: respeitando o protocolo de atendimento que prevê a prioridade para casos de urgência e emergência”, explica o diretor geral, Vítor Abitante.

O atendimento será feito todos os dias das 10h às 20h. “O horário não foi escolhido aleatoriamente, ele foi estudado de acordo com os picos de atendimento registrados através do sistema e dessa forma definido. Apesar de nos finais de semana a movimentação ser menor, ele se faz necessário devido ao grande número de casos de emergência e urgência, gerados, principalmente, por acidentes”, explica o diretor técnico, doutor José Nazareno Goulart Júnior.

Para a implantação, importantes mudanças de estrutura são realizadas. Em fase de finalização, o Hospital criará uma sala de espera para os pacientes que já passaram pela triagem. Da mesma forma, o segundo plantonista terá um novo consultório para o atendimento. Ambos devem estar prontos até a semana que vem.

Novas equipes de suporte também foram contratadas. “Enfermeiros, técnicos, assistente social, além de outros profissionais estão à disposição do médico para os devidos encaminhamentos dos pacientes, assim como um radiologista para os exames necessários”, explica o diretor geral.

Projeto de ampliação conta com UTI e Agência Transfusional

Outro importante assunto tratado durante a coletiva do HST, foi a obra do novo hospital, localizado no bairro Rio Bonito. Na oportunidade a direção desmentiu boatos de que estaria abandonando a obra. “Em momento algum, passa pela nossa cabeça, esquecer aquela obra. No entanto existem prioridades que devem ser mantidas para que nossa população receba o atendimento adequado imediatamente”, salienta o presidente, Camilo Alberton.

Uma das principais carências no atendimento de urgência e emergência da região do Vale é a falta de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Nossos pacientes não podem mais aguardar horas e até mesmo dias para conseguir uma vaga de UTI nos hospitais do Estado, como tem ocorrido”, ressalta o doutor José Nazareno.

Com essa preocupação em mente, o HST apresentou também um projeto de ampliação da unidade atual, que irá oferecer, entre outras coisas, 13 leitos de UTI e uma Agência Transfusional. A nova unidade, que será construída no terreno do próprio HST, já está em fase final de aprovação da vigilância do Estado.

“Esta será uma obra limpa e com custo acessível, pré-moldada e com divisórias em gesso cartonado, o que dá mais praticidade na divisão dos espaços. Serão três andares para melhor atender a comunidade”, explicam as arquitetas responsáveis pela obra, Julia Michels e Thaiza Brati Coan.

No primeiro piso deve funcionar um Centro de Diagnóstico por imagem (CDI), que suportará todos os novos equipamentos adquiridos por meio da emenda parlamentar já liberada, do deputado Jorge Boeira, de R$5 milhões. Ainda no primeiro andar, uma recepção e consultórios médicos para as especialidades oferecidas pelo Hospital.

No segundo piso, será localizada a UTI e a Agência Tranfusional, além de um espaço reservado para uma possível ampliação da Unidade ou para instalação de uma UTI Neo Natal. “Hoje, para se ter uma ideia, pacientes que necessitam de sangue ou outro derivado durante um atendimento levam até seis horas para conseguir uma transfusão devido ao processo de liberação no Hemosc de Criciúma. Esse tempo é a diferença entre a vida e a morte em muitos casos”, explica o diretor técnico. O último piso será destinado para mais leitos de internação.

Foto: Divulgação