Principal GERAL Reunião é realizada para discutir proteção do boto pescador
Reunião é realizada para discutir proteção do boto pescador

Reunião é realizada para discutir proteção do boto pescador

0
0

A segunda reunião para delimitação da área de exclusão da pesca de emalhe foi realizada nesta terça-feira (15), na sede da Polícia Militar Ambiental (PMA), em Laguna. O objetivo é proteger o boto pescador, espécie ameaçada devido ao material utilizado nesse tipo de pesca, que propicia o animal a ficar preso e morrer afogado.

“Avançamos com algumas questões e em rumo de políticas públicas para fiscalização, proteção dos botos e da pesca cooperativa e educação ambiental”, segundo o Instituto Ambiental Boto Flipper. Na semana passada, um filhote foi encontrado morto no rio Tubarão, na região de Campos Verdes, em Laguna. A causa da morte foi afogamento, causada por emalhado em rede de pesca.

De acordo com a vereadora Nadia Tasso Lima, cujo papel foi fundamental na criação da Gerência de Bem Estar Animal na Cidade Juliana, a preocupação é enorme. “O poder de fiscalização é minúsculo, apesar das leis que amparam. O contingente da PMA é muito pequeno, se torna ineficaz com a ausência do Ibama na região”, lamenta Nadia.

A proposta, para iniciar, foi o aumento da extensão de proibição de qualquer tipo de pesca com emalhe: do rio Tubarão até o limite de município de Capivari de Baixo, em torno do canal dos molhes até o desemboco do rio e em torno da lagoa Santo Antônio até o Areal.

Na sexta-feira (18) haverá outra reunião na PMA para dar prosseguimento às iniciativas e colher informações dos professores da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), junto com ativistas e participantes da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca e do Instituto Boto Flipper.

“Eles irão apresentar um trabalho dos mapas de interatividades dos botos e da pesca para que se possa traçar uma proposta eficaz para todos, que não prejudique os pescadores da região”, explica Nadia. Além disso também será solicitado ao governador, Eduardo Moreira, mais sensibilidade no contingente da PMA e maior compromisso com a Guarda Municipal para possibilitar uma fiscalização mais eficiente.

Foto: Instituto Ambiental Boto Flipper