Principal SAÚDE Crianças e gestantes são os grupos com menor cobertura da vacina da gripe em SC
Crianças e gestantes são os grupos com menor cobertura da vacina da gripe em SC

Crianças e gestantes são os grupos com menor cobertura da vacina da gripe em SC

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Crianças de até cinco anos e gestantes são os grupos com a menor cobertura da vacina contra a gripe em Santa Catarina. Mesmo com a mobilização em torno da realização do Dia D, no último sábado (12), ainda não se chegou a uma cobertura de 50% da meta nestes grupos específicos. A campanha continua até o dia 1º de junho.

De acordo com o balanço parcial divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), gestantes, com 34%, e crianças de seis meses a cinco anos de idade, com 37%, foram os que menos procuraram a vacinação até o momento.

“O balanço até o momento é positivo, o que demonstra que a população pertencente aos grupos prioritários está procurando se vacinar de forma antecipada. Mas alertamos que a baixa procura por gestantes e crianças está preocupante”, informa a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Imunização e DTHA da Dive, Vanessa Vieira da Silva.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet, em 1998, causou um debate que perdura até hoje. O médico Andrew Wakefield afirmou que a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) causava autismo e desde então, muitas doenças que eram consideradas erradicadas em muitos países estão ressurgindo.

Em 2010, o Conselho Médico Geral britânico cassou o registro de médico de Wakefield por acusações de fraude em sua pesquisa e a revista The Lancet se retratou além de retirar o artigo de seus arquivos. Ao longo destes 20 anos, desde a polêmica publicação, 17 grandes estudos demonstraram que a vacina tríplice viral não causa autismo. Dentre eles, um estudo que avaliou quase um milhão e meio de crianças.

Outros questionamentos foram levantados desde então, sobre o timerosal (conservante contendo mercúrio em vacinas) e sobre as crianças receberem muitas vacinas em idades muito precoces, porém ambos foram desmistificados por diversos estudos em grande escala, de acordo com o especialista em neurologia pediátrica, doutor Jaime Lin.

“Deixar de vacinas as crianças com TEA só as colocará em risco de doenças infecciosas e de forma alguma diminuirá os sintomas do transtorno. Da mesma forma, os irmãos dessas crianças que não estão sendo vacinados não terão o risco de autismo diminuído, apenas os deixam vulneráveis a adquirirem doenças evitáveis pela vacinação”, ressalta o médico.

Foto: Jaqueline Noceti