Principal GERAL Unisul: trabalhadores aguardam por definição
Unisul: trabalhadores aguardam por definição

Unisul: trabalhadores aguardam por definição

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Uma reunião do Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão (Sinpaaet) foi realizada neste sábado (12) para discutir o pedido do bloqueio de contas da Unisul, a parceria com o grupo Ânima e as próximas ações. Até esta segunda-feira (14), os pagamentos de forma integral ainda não foram realizados.

Uma ação trabalhista foi ingressada para bloquear os ativos da Universidade na última semana. Na prática, isso significa que o dinheiro das mensalidades que são depositados na conta da Unisul não poderá ser utilizado até atingir o teto dos salários. O juiz ainda não concedeu a liminar.

Em nota, o Sindicato relatou, “não podemos aceitar que uma Instituição como a Unisul, cuja arrecadação ultrapassa 30 milhões mês, atrase salário daqueles que constroem diariamente a Universidade, que desenvolvem as suas funções com qualidade (vide nota 5 no MEC)”.

Neste mês, quem recebe salário de mais de R$ 4 mil teve depositado apenas 35% do valor, e quem recebe menos que isso recebeu 70%. A justificativa foi o atraso do recebimento de recursos provenientes dos programas estaduais e federais. Porém, de acordo com a presidente do Sinpaaet, Gisele Vargas, o atraso nos pagamentos ocorre desde o início da nova gestão, em janeiro de 2017.

Em dezembro do ano passado, a Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade uma lei que exige a criação de um Portal da Transparência para as contas da Instituição. Inicialmente o prazo seria de 11 dias, mas por meio de uma lei federal o prazo foi estendido para 180 dias. A publicação deve ser feita até junho.

Panfleto difamatório

Um panfleto foi distribuído pelas ruas ao redor da Unisul na madrugada de sábado (12) com uma foto do prefeito Joares Ponticelli (PP) e do presidente da Fundação, Salésio Herdt, e uma mensagem difamatória. Nele, o autor acusa ambos de receber o valor da venda da Universidade em uma conta no exterior.

“A tentativa denota a intenção criminosa de destruir a reputação de uma Instituição que se tornou um patrimônio de referência da nossa cidade e da região. Denúncia sem autoria, além de encharcada de covardia, requer ações das autoridades policiais no sentido de identificar os responsáveis. A Unisul está adotando todas as providências que a situação exige”, segundo a nota de repúdio divulgada pela Universidade.

Na sexta-feira (11), já havia sido divulgado outro comunicado para esclarecer a veiculação da informação que havia sido realizada uma parceria com um grupo educacional. “Esclarecemos que, visando assegurar a perenidade da instituição, a Unisul tem feito estudos e mantido contato com diversos interlocutores, que não ensejaram qualquer entendimento de acordo até o momento”, explicaram.

Para Gisele, um dos receios é a falta de inclusão dos envolvidos na negociação de uma possível colaboração. “O que nos preocupa é: se está fazendo uma parceria com o grupo Ânima, por que a Universidade não faz um debate transparente com os discentes, docentes e o Sindicato”, questiona.

Foto: Unisul