Principal GERAL Prefeitura estuda cobrar Taxa de Proteção Ambiental na Praia do Rosa e Ibiraquera
Prefeitura estuda cobrar Taxa de Proteção Ambiental na Praia do Rosa e Ibiraquera

Prefeitura estuda cobrar Taxa de Proteção Ambiental na Praia do Rosa e Ibiraquera

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A secretaria de Meio ambiente da prefeitura de Imbituba realizou um evento na última semana, na pousada Village da Praia do Rosa, onde apresentou para empresários da comunidade, no bairro Ibiraquera, o projeto para a implantação da cobrança da Taxa de Proteção Ambiental (TPA) para a entrada de visitantes naquela localidade turística. As tratativas tem sido trabalhadas pela prefeitura de Imbituba há mais de um ano.

O ponto alto da reunião foi a palestra da ex-prefeita de Bombinhas, Ana Paula da Silva, que apresentou o caso bem sucedido da cobrança iniciada durante sua gestão, em 2014. De acordo com Ana Paula, Ibiraquera e Praia do Rosa tem condições ambientais muito similares com Bombinhas. Antes da taxa, a cidade vivia um “terror” no período de verão, sem condições de arrecadar um valor que pudesse arcar com as despesas ambientais provocadas pelo excesso de pessoas na cidade, que vivia suja, segundo a ex-prefeita.

“A Praia do Rosa é um pedaço de paraíso encravado entre a Serra do Mar e o Oceano Atlântico, com um recorte geográfico único e extremamente sensível. Ao mesmo tempo em que o turismo renova as forças do desenvolvimento econômico, infelizmente também nos traz um passivo ambiental difícil de administrar, fundamentalmente porque nos faltam recursos para preservação da natureza. Em Bombinhas, conseguimos explicar aos turistas e à comunidade que a TPA nada mais é que uma chance do turista ajudar nas despesas ambientais provocadas por eles mesmos. Antes, era a própria comunidade pagava pelo aumento da população durante o verão”, lembra a ex-prefeita de Bombinhas.

O secretário de Meio Ambiente de Imbituba, Paulo Márcio de Souza, ressalta que o projeto vem sendo tratado com muito zelo pelo governo municipal. “Estamos falando de uma das regiões mais frágeis de um município que possui 30 bairros, mas que 37% das infrações ambientais são cometidas naquela região. Tenho certeza caso a população entenda que a TPA deve ser implantada, essa região entrará em um novo patamar de preservação. Infelizmente, temos nos esforçado para atender todas as demandas, mas temos uma estrutura muito reduzida”, lamenta.

A prefeitura irá promover reuniões com diversos setores da comunidade, para depois realizar uma grande audiência pública para ouvir a população de forma ainda mais ampla. “Já temos os estudos ambientais inclusive com a capacidade de carga, onde existe a indicação que esse sistema cabe tranquilamente na região. Vale lembrar que, se for aprovado, todo recurso captado com a taxa só poderá ser aplicado no segmento meio ambiente e somente naquela localidade”, frisa Souza.

Foto: Divulgação