Principal SEGURANÇA Justiça investirá R$ 6,4 milhões para instalação de câmeras na farda policial
Justiça investirá R$ 6,4 milhões para instalação de câmeras na farda policial

Justiça investirá R$ 6,4 milhões para instalação de câmeras na farda policial

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Um pacote de medidas para enfrentar a onda de criminalidade que atinge a sociedade catarinense foi anunciada nesta quinta-feira (26) pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rodrigo Collaço, durante um evento que reúne representantes das forças de segurança do Estado e do Judiciário no Tribunal de Justiça.

O Judiciário informou que inicialmente financiará dois projetos de grande alcance social: a instalação de câmeras no fardamento dos policiais militares que realizam trabalho ostensivo, ao custo de R$ 6,4 milhões, e a expansão de um sistema que permite a realização de inquéritos pela polícia civil por meio audiovisual, orçado em R$ 2 milhões. O primeiro financiamento deve garantir a compra de aproximadamente 1,8 mil câmeras.

Os recursos serão oriundos das transações penais, penas pecuniárias que substituem a prisão em crimes de menor potencial ofensivo aplicadas pelos juízes nas 111 comarcas do Estado. Outra medida é transformar a atual unidade do crime organizado, em regime de exceção, em uma vara oficial, com juiz titular e permanente na sua administração, segundo Collaço.

Unidades prisionais serão reavaliadas

O desembargador Henry Petry Júnior, corregedor-geral da Justiça, também presente ao evento e disse que pretende organizar em breve um mutirão judicial para atacar situações que afligem, principalmente, o sistema penitenciário catarinense. De cinco processos judiciais que impediam a construção de penitenciárias no Estado, dois foram julgados, com liberação das obras ao critério das prefeituras, conforme Petry.

Entre seus objetivos estão promover a reavaliação das 47 interdições de unidades prisionais no Estado; abreviar a análise de 2.433 processos que envolvem a possibilidade de concessão de progressão de regime ou livramento condicional de detentos; estimular a utilização de tornozeleiras eletrônicas e incentivar a realização de atos judiciais nos presídios por videoconferência.

Foto: Guilherme Hahn