Principal SAÚDE Federação Catarinense de Municípios sugere união de prefeituras para compra de remédios mais baratos
Federação Catarinense de Municípios sugere união de prefeituras para compra de remédios mais baratos

Federação Catarinense de Municípios sugere união de prefeituras para compra de remédios mais baratos

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Comprar medicamentos por meio de ata única de registro de preços. Esse é o objetivo de momento de Federação Catarinense de Municípios (Fecam). A entidade realizou audiência com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), com a participação da secretaria estadual da Fazenda e de conselhos e consórcios municipais de saúde de Santa Catarina. O encontro ocorreu nesta terça-feira (27).

O objetivo da ata única de registro de preços é reduzir custos no processo de aquisição de medicamentos distribuídos pela rede pública de saúde. Em novembro, o TCE respondeu à consulta formulada pela Fecam, dando aval para que os municípios — como órgãos participantes — possam encaminhar suas demandas de medicamentos para a secretaria de Estado da Saúde como órgão gerenciador — para que façam a adesão à licitação única e efetue o registro dos preços de aquisição por meio da modalidade pregão.

A ideia é implantar primeiramente um projeto piloto com municípios indicados pela Fecam, relacionando medicamentos do rol de competência municipal, para avaliar a eficácia do Sistema. A Fecam marcará para os próximos dias uma reunião com a secretaria de Estado da Saúde e com os municípios pilotos para dar encaminhamento ao projeto.

Remédios mais caros a partir de abril

Os medicamentos devem subir, em média, 2,43% no dia 1º de abril, um pouco abaixo da inflação acumulada em 2017, que chegou a 2,95%. O reajuste aplicado em cada remédio irá variar de 2,09% a 2,84%, conforme a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O setor é uma das áreas de consumo que mais drenam dinheiro dos brasileiros: por ano, são gastos R$ 65 bilhões em medicamentos no país, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – média de R$ 342 por pessoa.

Conforme levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, uma instituição de ensino e pesquisa da área farmacêutica, o preço cobrado pelo mesmo medicamento pode variar até 81% de loja para loja. O analgésico Novalgina, por exemplo, é comercializado por R$ 8,70 a R$ 46,50, dependendo da farmácia.

Principalmente para quem precisa de medicamentos de uso continuado, os cartões de fidelidade das farmácias e de grandes laboratórios podem abrir caminho para descontos importantes. Os cortes podem chegar a até 70% em algumas variedades. Em compras frequentes, representam um alívio considerável ao bolso.

Foto: Fecam/SC