Principal SAÚDE Surto de sífilis é “preocupante”, segundo Dive
Surto de sífilis é “preocupante”, segundo Dive

Surto de sífilis é “preocupante”, segundo Dive

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SC) definiu como preocupante o aumento de 24,4% no número de casos de bebês que nasceram com sífilis. A doença sexualmente transmissível (DST) precisa ser tratada, principalmente durante a gestação, pois pode causar má-formação ou até aborto.

Na região Amurel, Laguna aparece com uma das cidades com mais registros, cerca de 363, contra 228 em 2016. Em novembro do ano passado, o vereador da Cidade Juliana, Alex Cordeiro (PSDB), falou sobre a campanha de Combate à Sífilis realizada pela Secretaria de Saúde.

“Vocês não têm noção da preocupação que a Secretaria demonstrou com relação aos casos confirmados de DST, como HIV e sífilis. Passei lá, tive oportunidade de falar com agentes de saúde e eles estão extremamente preocupados com o surto que tem aí e os casos confirmados. Laguna é pequena, rapidamente, pode virar uma epidemia e assombrar grande parte do nosso município” –  disse Cordeiro.

A preocupação vai além do Estado, já que as estatísticas estão altas em todo Brasil. O aumento das casos demonstra atendimento falho no pré-natal das grávidas, pois um simples exame de sangue, cujo resultado fica pronto em 30 minutos, poderia diagnosticar e possibilitar o tratamento e cura.

“Nossa preocupação é com a (sífilis) gestante e a congênita. Só tem essas doenças porque foi adquirida. Precisa se ter um olhar especial para a gestante e o plano estadual é focado nisso para evitar que a criança nasça já com a doença. A falha está onde? No pré-natal? Claro que tem a questão da sífilis adquirida, mas não dá para combater todos os casos. Então, o foco inclusive do Ministério da Saúde é esse. A gente monitora as três, mas objetiva na questão de capacitação e divulgação (para imprensa) é a de gestante e congênita”, diz a gerente de vigilância das DST/Aids e Hepatites Virais da Dive/SC, Dulce Quevedo.

A sífilis adquirida é classificada quando o paciente contraí a bactéria por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo. Em 2017, 10,6 mil catarinenses foram diagnosticados com a doença, percentual 25,9% superior ao registrado em 2016.

Testes rápidos e tratamento oferecidos nos municípios 

O Comitê Estadual de Monitoramento da Transmissão Vertical, que funciona oficialmente desde 2017, acompanha os casos de doença congênita, incentiva e dá suporte para que cada município tenha seu próprio comitê para poder acompanhar a evolução dos casos de sífilis pelo Estado. Dentro desses comitês, conforme orientação da própria Dive, os postos de saúde de cada cidade deveriam disponibilizar testes rápidos para o diagnóstico da sífilis e outros doenças sexualmente transmissíveis.

 

Foto: Divulgação