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Ativistas tubaronenses protestam assassinato de Marielle Franco

Ativistas tubaronenses protestam assassinato de Marielle Franco

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A Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Tubarão, Plena Coletivo Feminista, Negra Soy e Observatório da Mulher Negra de Tubarão realizaram nesta quinta-feira (15), às 19h30, na Unisul, uma manifestação em solidariedade à vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco.

A ativista, de 38 anos, foi morta a tiros dentro de um carro, na região Central do Rio, por volta das 21h30 da última quarta-feira (14). Uma dia antes de ser assassinada, Marielle reclamou da violência na cidade, no Twitter: “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”.

Além da homenagem à vereadora, a ação também repudiou contra a violência à mulher, principalmente a mulher negra. “Quando comecei a estudar Sociologia, procurei mulheres negras sociólogas, com o qual tivessem os mesmos ideais que os meus. Encontrei Marielle, com seu posicionamento em relação as exclusões e opressões aos menos favorecidos, em perspectiva sobre as relações de gênero e particularmente, ao enfrentamento à invisibilidade a mulher negra”, relatou Aleida Cardoso, militante do movimento negro, pós-graduada em Literatura Brasileira e Gênero e Diversidade e membro do Plena.

Há suspeita de que a morte da vereadora, e do motorista Anderson Pedro Gomes, que estava junto, foi uma execução. No dia 28 de fevereiro, ela assumiu a relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio, criada com o objetivo de acompanhar a intervenção federal na segurança pública, e que ela já havia se posicionado publicamente contra. No início do mês, Marielle também denunciou a morte de dois jovens e a truculência policial durante operações na Favela de Acari, na Zona Norte do Rio.

Aleida defende que os protestos fora do Rio demonstram solidariedade com o próximo. “Se trata de um crime hediondo, onde fere sim uma determinada camada que vive sendo oprimida: as mulheres. No caso de Marielle, militante, negra e indo contra o sistema opressor, nos remete o quanto nossas questões são invalidadas por aqueles que não querem nos ouvir”, reflete. Em relação a participação modesta, a militante justifica que as pessoas ainda vivem um engessamento, por não vivenciar certas opressões. “A indignação coletiva não é apenas por se tratar de uma figura pública, mas por demonstrar o descaso com as mulheres por conta desse Estado machista e sexista. Queremos justiça por todas que morreram lutando”, reforça.

Foto: Latuff/Aleida Cardoso