Principal SEGURANÇA Nova fase da Operação Carne Fraca investiga fraude em testes de inspeção
Nova fase da Operação Carne Fraca investiga fraude em testes de inspeção

Nova fase da Operação Carne Fraca investiga fraude em testes de inspeção

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A 3ª fase da Operação Carne Fraca, denominada Operação Trapaça, foi deflagrada nesta segunda-feira (5), pela Polícia Federal (PF), com o objetivo de investigar fraudes praticadas por empresas e laboratórios que tinham como finalidade burlar o Serviço de Inspeção Federal (Sif) e não permitir a fiscalização eficaz do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O trabalho iniciou em 2017 para apurar irregularidades no setor frigorífico.

Um dos alvos é a maior empresa de Santa Catarina e uma das maiores do país, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. No estado os mandatos foram cumpridos no oeste catarinense, em Chapecó e Treze Tílias. Entre os presos estão o ex-presidente da empresa, Pedro Faria, e o ex-vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Junior, que renunciou na última semana devido a crise econômica e institucional.

O alvo principal desta operação é a fraude nos resultados de análises laboratoriais relacionados ao grupo de bactérias Salmonella spp. A presença da bactéria salmonela é comum, principalmente em carne de aves, pois faz parte da flora intestinal desses animais. No entanto, quando utilizados os procedimentos adequados de preparo minimizam os riscos no consumo da Salmonella, uma vez que a bactéria é destruída em altas temperaturas, como frituras e cozimento.

Cerca de 270 policiais federais e 21 auditores fiscais federais agropecuários cumprem 91 ordens judiciais nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, sendo 11 mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão.

As investigações revelaram que cinco laboratórios credenciados junto ao Mapa e setores de análises de determinado grupo empresarial fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao SIF e ao Ministério dados fictícios em laudos e planilhas técnicos.

O nome dado à fase é uma alusão ao sistema de fraudes operadas por um grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados. Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública.

Foto: Polícia Federal